7 dicas para conquistar a tão sonhada independência financeira

O que é independência financeira e como se preparar, desde já, para chegar lá

7 de setembro de 2021

7 DICAS PARA CONQUISTAR A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA. Ilustração de homem negro regando uma árvore de dinheiro

Independência significa, literalmente, autonomia e liberdade em relação a alguém ou algo. Já parou para como isso se aplica às finanças? Nesse caso, o grito de independência acontece quando aprendemos a cuidar e a investir nosso dinheiro com inteligência, fazendo com que ele trabalhe por nós enquanto vivemos a vida que temos hoje pensando em ter um amanhã ainda melhor.

O que é independência financeira

A independência financeira é a nossa capacidade de poupar dinheiro suficiente para, em determinado momento da nossa vida, garantir uma renda passiva. Ao contrário da renda ativa, que depende do trabalho, a renda passiva é resultado de um longo período de investimentos, que nos permite bancar, em algum momento, nosso padrão de vida apenas com os juros recebidos dessas aplicações. Mas para que esse sonho possa se tornar uma realidade, vamos entender como chegar lá.

Dica 1: Reveja seu estilo de vida

Um bom começo para conquistar a independência financeira é aprender a viver um degrau abaixo do padrão de vida que sua renda permite. Isso significa que, ao final do mês, suas contas não devem ficar no vermelho ou no zero a zero: garanta que vai sobrar dinheiro para investir. Mesmo que você ganhe bem ou tenha acabado de receber uma promoção, entenda que pessoas prósperas vivem com menos do que precisam e sabem poupar. Mas como?

Cheque seus custos com moradia

Se o aluguel anda pesado, renegocie o contrato com o proprietário ou considere procurar um lugar mais barato para morar. Se seu imóvel é financiado, você pode pesquisar outro banco e usar a portabilidade do crédito para tentar reduzir o valor das parcelas.

Reveja suas assinaturas de produtos e serviços

Estude os contratos dos serviços que você contrata. Quando contratamos internet, telefonia de celular e TV a cabo, escolhemos pacotes que, muitas vezes, não usamos. Quem passa a maior parte do tempo fora de casa nem sempre consegue assistir a tantos canais contratados. Isso também vale para aquela mensalidade que sai da sua conta direto para a academia de ginástica na qual se matriculou, mas nunca frequenta. Para começar a enxugar esses excessos, leia Faça uma caça aos gastos invisíveis e economize.

Opte por meios de transporte mais baratos

Bicicleta. Mulher andando de bicicleta. Meios de transporte mais baratos.

Será que ir de carro para o trabalho é a melhor opção? É necessário ter dois automóveis numa mesma casa? Qual é o peso dos gastos com transporte no seu orçamento? Nesse momento da sua vida, é possível vender o carro para fazer renda e investir um grande montante, que já pode gerar bons rendimentos?

Além da economia, mudar a forma como nos locomovemos pode trazer outros benefícios. Quando usa transporte público, você conhece melhor sua cidade e tem momentos de contemplação. Pedalar ou caminhar faz bem para a saúde. E, se o carro for imprescindível, usar um dos aplicativos de transporte compartilhado disponíveis no mercado pode ser mais vantajoso do que gastar com gasolina e estacionamento. Já fez esta conta? Veja, neste post, como fazer: Carro: você precisa mesmo ter um?

Entenda seu consumo de água, energia e gás

Verifique, com frequência, seu consumo de água, energia e gás. Com simples mudanças de hábito, como reduzir o tempo do banho e apagar a luz de cômodos vazios, você pode economizar um valor que pode ser investimento. Por menor que ele seja, com o tempo, se você mantiver esse hábito, o bolo vai crescer. Temos aqui no Meu Bolso em Dia mais conteúdos que podem ajudar a descobrir oportunidades para fazer isso. A dica é ler estes três:

Água no seu dia a dia e como economizar

Como ensinar as crianças a economizar energia elétrica

Como driblar o aumento de gás de cozinha e gasolina

Dica 2: Crie o hábito de poupar

Depois que você conseguiu fazer uma revisão no seu padrão de vida e o dinheiro começou a sobrar, é hora de poupar regularmente. Não importa se economizou R$ 50 ou R$ 800: o primeiro passo é adquirir o hábito de guardar. Quando você “sentir o gostinho” de ver seu dinheiro rendendo, mês a mês, nunca mais vai parar de investir.

Porém, se para você poupar todo mês ainda é um desafio, que tal programar uma aplicação automática no seu banco? É um recurso que pode ser ativado pela internet ou caixa eletrônico. No dia, o valor previamente estabelecido por você sai da conta direto para a aplicação. Por exemplo, se o seu salário cai todo dia 10, você pode agendar para que, todos os meses, neste dia, o sistema transfira R$ 60 da sua conta para a poupança. No final de 12 meses, você terá R$ 720 investidos, mais os juros.

Se, ainda assim, você tem dificuldade em começar, recomendamos a leitura de Por que algumas pessoas conseguem poupar e outras não? e Você tem dificuldade em poupar? Freud explica. Já está pronto para investir, mas não sabe onde? Então leia Hora de investir? Conheça o Tesouro Direito e Tesouro direito X poupança: onde investir?

Dica 3: Faça sua reserva de emergência

Quem já está preparado para dar o primeiro passo no mundo dos investimentos precisa construir a sua reserva de emergência. Esse é um dinheiro que deve estar disponível para você acessar diante de algum imprevisto, como desemprego, doença na família e até situações mais corriqueiras, como quando seu carro pifa. Este montante é usado para “te salvar” de um sufoco, quando você não tem escolha e precisa resolver aquele problema na hora.

Em geral, recomenda-se que você tenha de 3 a 12 meses da sua média mensal de gastos em uma aplicação específica para a reserva de emergência. E atenção: nunca use este valor para comprar nada que seja supérfluo. Para conhecer algumas das opções mais adequadas para montar a sua reserva, recomendamos ler este post: 3 investimentos para formar a sua reserva de emergência.

Dica 4: Construa sua carteira de investimento

Casal no computador. Investimentos. Carteira de investimentos.

Depois de montar a sua reserva de emergência, é hora de pensar em investimentos que podem trazer a você um retorno ainda maior no médio e no longo prazos. Abaixo, confira alguns deles:

Renda fixa

Este tipo de investimento é composto por títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e por títulos privados emitidos, por exemplo, por bancos e empresas. Quando você investe em um ativo de renda fixa, está emprestando dinheiro para o governo ou para as companhias, que pagam a você juros por este empréstimo.

Eles são divididos em três diferentes categorias (e formas de indexação):

  • Pré-fixados: a rentabilidade é fixa e você sabe exatamente quanto vai receber na data de vencimento. 
  • Pós-fixados: a rentabilidade acompanha o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa de referência usada em movimentações entre os bancos, que é equivalente à Taxa Selic.
  • Indexados à inflação: é uma mescla entre o pré-fixado e o pós-fixado: uma parte da rentabilidade é estabelecida no momento da aplicação e a outra parte é atrelada ao IPCA.

Fundos de investimento imobiliário (FIIs)

Culturalmente, os brasileiros gostam da ideia de comprar um imóvel para alugar e ter um dinheiro pingando na conta todo mês. Porém, nem sempre esta é uma opção das mais vantajosas. Não só porque é caro adquirir um, mas também porque você pode ficar longos períodos sem alugar (tirando dinheiro do bolso para pagar condomínio).

Porém, o mercado financeiro dá a chance de fazer este mesmo investimento em imóveis sem precisar ser dono de um. E, da mesma forma, receber aluguéis de inquilinos (inclusive de grandes empreendimentos, como shoppings ou salas comerciais) quando resolve investir em um fundo de investimento imobiliário. No longo prazo, os FII’s podem trazer bons rendimentos para sua carteira.

Fique atento às possíveis mudanças nas regras de tributação dos FIIs, que estão em tramitação no Congresso Nacional. Aproveitando, dá uma olhada em como funcionam, hoje, os impostos sobre investimentos financeiros.

Ações

Aos investir em ações, você compra uma cota de uma determinada empresa, tornando-se sócio de uma pequena parte dela. Ou seja: você não só participa como aposta no crescimento daquela companhia. Porém, como são ativos que têm maior risco e volatilidade (você pode ganhar ou perder dinheiro no decorrer do tempo), é necessário entender direitinho como fazer. As matérias Pensando em comprar ações? e Investir na Bolsa de Valores é para todo mundo? dão os caminhos das pedras.

Dica 5: Comece o quanto antes

Seta no chão. Pés usando tênis all star. Direção. Comece a poupar o quanto antes.

Diante de tanta informação e da chance de construir a sua independência financeira, você pode se perguntar: por que ninguém me disse isso antes? Se ganhou esta consciência agora, comece hoje mesmo a cuidar e investir seu dinheiro. E se você é jovem, acabou de entrar no mercado de trabalho e já recebe seu salário, não deixe para depois.

O tempo é um fator chave para a lógica dos juros compostos. Isso porque é na sobreposição de um rendimento sobre o outro o bolo de seu dinheiro irá crescer e, no futuro, transformar-se em renda passiva. Para isso acontecer, quando antes você começar a investir, mais tempo o fermento tem para trabalhar por você.

Dica 6: Defina metas

Para facilitar a sua construção, você pode definir metas temporais. Pergunte-se: qual montante você quer ter investido em 6 meses, um ano ou dois anos, por exemplo? Para consultar um roteiro detalhado de como fazer o seu dinheiro crescer, recomendamos a matéria Como guardar R$ 50 mil em 5 anos.

Dica 7: Não tenha vergonha de pechinchar

Junto com a revisão de estilo de vida e o corte de custos desnecessários, também é preciso aprender a pedir descontos. Ao comprar algo com dinheiro, por exemplo, nada mais justo do que pagar por um valor menor, já que o lojista não precisará pagar os encargos do cartão do crédito. Lembre-se sempre: pechinchar é uma forma saudável de cuidar do seu dinheiro e de fazer bons negócios. Você encontra mais orientações sobre este assunto aqui: Pechinchar não é pecado.