A inflação, os juros e o seu bolso

Aprenda como juros altos afetam o seu bolso, entenda a relaçao e saiba como aproveitar esse momento para fazer o seu dinheiro render.

19 de novembro de 2020

Entenda essa relação e saiba como aproveitar os juros a seu favor e fazer seu dinheiro render


Basta ir ao supermercado para sentir no bolso os efeitos da inflação. Os preços aumentam e os mesmos R$ 100 que um tempo atrás enchiam o carrinho, agora não compram nem o básico. Mas, afinal, por que a inflação acontece e como você pode ajudar a combatê-la?


O que é inflação?

A inflação é o resultado do movimento de oferta e procura de produtos e serviços. Imagine, por exemplo, que a produção de feijão tenha sido muito alta. Os produtores levam o feijão ao mercado para vender, mas as pessoas não conseguem comprar tudo o que é produzido – a oferta é maior do que a procura. Por isso, sobra feijão e os produtores precisam diminuir o preço. Quando a maioria dos preços cai, a inflação diminui. Ao contrário, quando todo mundo quer comprar algo que está em falta – a procura é maior do que a oferta –, os preços sobem e a inflação aumenta.

Mesmo quando o índice geral da inflação está sob controle, os preços de alguns produtos sobem mais do que outros, devido às oscilações de mercado. Se o preço da carne subir e o do feijão cair, por exemplo, a média geral pode ficar mais baixa, pois a carne não é consumida tão frequentemente quanto o feijão. Mesmo assim, para as famílias que comem carne todos os dias, a sensação é de inflação alta.


A dinâmica dos juros: o que é a Selic

Para segurar a inflação e evitar que os preços subam ainda mais, o Banco Central aumenta a Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve como referência para as demais taxas de juros que os bancos cobram quando você usa o crédito, como o rotativo do cartão e o cheque especial.

Em 2016, por exemplo, quando a inflação chegou a 10% ao ano, o Banco Central precisou aumentar a taxa de juros, e a Selic chegou a 14,25%, uma das mais altas dos últimos anos. Com queda acentuada nos últimos anos, a Selic chegou a 2% em setembro de 2020, enquanto a inflação ficou em 3,14%. 


Como os juros altos afetam o seu bolso


1. Crédito mais caro

Um dos efeitos da pandemia foi o aumento na inadimplência, o que elevou as taxas de juros do crédito, assim, quem precisa de financiamento ou empréstimo paga mais caro pelo crédito tomado. Com as taxas de hoje, por exemplo, uma pessoa que comprar um celular de R$ 500 no cartão de crédito e ficar um ano sem pagar a fatura irá acumular uma dívida de R$ 2.226,35* ao final de 12 meses! 

* Taxa de juros: 345,27% a.a (Fonte: Bacen)


2. Melhor rendimento

As taxas de juros são ótimas para quem poupa, pois o rendimento das aplicações cresce. Aplicando R$ 50 no Tesouro Selic, após 12 meses, você terá R$ 606,07*. Dá para comprar o celular e sobra 106,07.

* Taxa de juros: 2% a.a (Fonte: Bacen)


3. Mas e a inflação?

E se o preço do celular subir? É aí que está o pulo do gato: quando muita gente resolve esperar o preço baixar antes de comprar, ele acaba caindo mesmo. Lembra da lei da oferta e procura? Se tiver muito celular em oferta, só resta aos vendedores reduzir o preço. E com dinheiro no bolso, fica mais fácil para você negociar.


Então, fica a dica...

Pense bem antes de comprar e aproveite as taxas de juros a seu favor, adiando aquelas compras não tão urgentes e investindo o seu dinheiro. Assim ele rende mais e você mantém seu bolso em dia.