Quanto custa ter um carro

Entenda todos os gastos envolvidos e o que precisa ser levado em conta na hora de decidir comprar ou não um automóvel. Descubra, ainda, se esse investimento ajuda ou atrapalha seus planos.

Poupar e Investir

/ 14 Mai 2025 / 4 min. leitura
Quanto custa ter um carro

Ter um carro ainda é o sonho de muitos brasileiros, especialmente entre os mais jovens. Uma pesquisa da Localiza&Co, realizada em 2024, revelou que 51% dos jovens da Geração Z (nascidos entre 1998 e 2009) pretendem comprar ou trocar de carro nos próximos três anos. O desejo também é forte (39%) entre os millennials (1981 e 1996).

Mas será que esse desejo cabe no bolso? Desde a pandemia de Covid-19, os preços dos carros subiram significativamente. A crise sanitária afetou a produção global de veículos, causando escassez de peças e aumento nos custos de fabricação. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar encareceu as peças importadas, impactando diretamente o preço final dos automóveis. Os carros zero mais acessíveis do país, conhecidos até pouco tempo atrás como “populares”, partem da faixa dos R$ 70 mil.

Além do valor da compra, entram ainda os custos extras, que podem ir desde o frete, emplacamento e documentação, até seguros e taxas, impostos, manutenção, combustíveis e muito mais. Por isso, antes de comprar, é preciso pôr tudo na ponta do lápis.

Neste artigo, você vai entender todos os custos envolvidos na compra e manutenção de um carro próprio, conferir simulações reais e refletir se esse investimento faz sentido para o seu momento de vida.

Descobrindo o valor real de um carro

Antes de escolher o modelo dos sonhos, é essencial entender quanto custa, de fato, ter um carro. E uma ótima ferramenta para começar essa busca é a Tabela Fipe, que mostra os preços médios dos veículos no Brasil, considerando marca, modelo, ano e versão. Ela é atualizada todo mês e usada como base em negociações, seguros e financiamentos.

A Tabela Fipe é criada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e é uma fonte de dados reconhecida no mercado. Claro, o valor real pode variar conforme a cidade, quilometragem ou estado de conservação do carro, mas a Tabela Fipe ainda é uma referência confiável para quem quer tomar decisões com mais segurança.

Além do preço de compra, considere também:

  • Acessórios: para quem deseja um carro mais completo, muitos itens são vendidos à parte.
  • Frete: cobrado pelas montadoras para entrega do veículo.
  • Documentação: inclui taxa de emissão do CRV, emplacamento e, no caso de carros novos, o primeiro licenciamento.
  • Seguro: seja o obrigatório (DPVAT) ou com cobertura mais abrangente, que varia de acordo com o perfil do condutor, região e modelo do carro. 
  • Taxas de financiamento: para quem não for comprar à vista, adicionam-se os custos do crédito, como juros e tarifas.

Custos extras

Se engana quem pensa que o gasto com o carro termina quando você paga as parcelas. Na verdade, manter um veículo envolve uma série de despesas fixas e variáveis que podem pesar – e muito – no seu orçamento: como o IPVA, combustível, manutenção, taxas e até o estacionamento. A seguir, vamos mostrar como esses custos impactam seu bolso com base em um exemplo real: o Fiat Mobi Like 1.0, ano 2025, que roda, em média, 15 mil km por ano e que foi adquirido por R$ 74.735,00.

# IPVA

O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) varia de estado para estado e corresponde a uma porcentagem do valor do veículo – geralmente entre 1% e 4%. Em São Paulo, por exemplo, a alíquota é de 4%.

Para o Mobi: 4% de R$ 74.735,00 = R$ 2.989,40 por ano.

# TAXA DE LICENCIAMENTO

É a permissão para circulação do veículo, que obrigatoriamente precisa ser dada todos os anos mediante a renovação do documento do carro, o CRLV. A taxa de licenciamento varia por estado. Em 2024, por exemplo, foi de R$ 160,22 em São Paulo, R$ 191,88 no Rio de Janeiro e R$ 109,27 no Rio Grande do Sul.

# SEGURO

O valor do seguro é calculado de acordo com uma análise feita pela seguradora, que envolve o grau de risco de eventos como furto, roubo ou acidente - os chamados sinistros. Nessa avaliação, são considerados fatores como o modelo do veículo, local de residência, perfil do motorista, locais onde ele trafega, histórico de sinistros, tipo de uso de automóvel e outros. Para o Fiat Mobi Like 1.0 2025, os seguros podem chegar a R$3 mil.

# COMBUSTÍVEL

O ideal é fazer um cálculo médio dos possíveis trajetos e descobrir quanto gastará com combustível (álcool, gasolina ou etanol) todos os meses. Para ajudar a saber qual o combustível mais vantajoso em cada momento, faça a comparação usando nossa calculadora Álcool x Gasolina.

Agora, para entender quanto irá gastar de combustível por quilômetro rodado, é preciso anotar o consumo de combustível de seu veículo, em quilômetro por litro (km/l). Depois, veja o preço do combustível escolhido (R$/l) e divida um pelo outro.

Para nossa estimativa, consideramos que o carro faz 12 km/l e foi abastecido com gasolina, custando R$ 6 por litro:

R$ 6 / 12 km = R$ 0,50 por km

Custo anual com 15.000 km rodados: 15.000 km x R$ 0,50 = R$ 7.500 por ano

# ESTACIONAMENTO

Esse pode se tornar um custo considerável, sobretudo se você mora em grandes cidades, onde as vagas nas ruas são bastante escassas e o risco é maior, exigindo estacionar em locais fechados. Faça uma estimativa do preço médio cobrado por hora ou período nos locais que costuma frequentar e considere-o em seu orçamento. Em São Paulo, por exemplo, os valores mensais costumam ficar entre R$ 200 e R$ 300.

# MANUTENÇÃO

Outro custo é a manutenção preventiva do carro, que deve ser feita dentro da periodicidade definida pela montadora, para garantir a segurança dos usuários do veículo. Com o passar do tempo, a taxa de manutenção vai aumentando, pois há um desgaste de peças e componentes que precisam ser substituídos ou calibrados. 

Manutenção e combustível despesas que pesam no bolso do motorista

É importante ter tudo listado, pois além da segurança, a manutenção preventiva evita que você tenha custos maiores lá na frente, já que o desgaste de algumas partes, com o tempo, pode prejudicar outras.

Um valor de referência para carros populares como o Mobi é de R$ 1.200 por ano.

#Depreciação

A depreciação é a perda de valor do veículo ao longo do tempo. Essa depreciação acontece por algumas razões: uso e desgaste, idade, estado de conservação. 

Considerando que um carro perde aproximadamente 20% do seu valor a cada ano, estimamos uma depreciação de R$ 14.947 ao ano para nosso exemplo. 

Para calcular a depreciação por quilômetro, você pode dividir a perda anual pelo número de quilômetros rodados. Neste caso, seria:

Ou seja:

ItemCusto Anual (R$)Custo por km (R$)
IPVA2.9890,20
Licenciamento1600,01
Seguro3.4600,23
Combustível7.5000,50
Estacionamento3.0000,20
Manutenção1.2000,08
Depreciação14.9471,00
Total33.256,952,22

Isso significa que, nesse exemplo hipotético, o custo total para manter o carro é de R$ 2,22 por quilômetro rodado, ou R$ 33.256 ao ano. 

Entendendo o carro certo para você

Um bom jeito de entender o real impacto de ter um automóvel é calcular quantos dias de trabalho você precisa dedicar para pagar o carro e manter suas despesas. Para isso, comece estimando a sua renda líquida diária — ou seja, o valor que efetivamente cai na sua conta, dividido pelo número de dias úteis do mês (geralmente, 20 dias).

Se você recebe R$3 mil líquido, sua renda diária é de R$ 150. Já quem ganha um salário mínimo, que em 2025 é R$ 1.518, tem uma renda líquida diária de R$ 75,90. Agora, compare esses valores com o custo diário para manter um carro. 

Para a simulação, escolhemos o modelo Hyundai HB20 Comfort Plus 1.0 TB Flex 12V Mec, 2025, que custa em média R$ 81.436,00. Se você der uma entrada de R$ 40 mil e financiar o restante em 48 vezes, as parcelas giram em torno de R$ 920 por mês (considerando uma taxa de juros média do mercado).

Além do financiamento, há os custos para manter o carro rodando. De acordo com um levantamento do Garagem360, somando IPVA, seguro, combustível, uma revisão anual e licenciamento, o gasto anual estimado com o HB20 é de R$ 13.167,97, ou seja: um valor de R$ 1.097,33 por mês e R$ 36,57 por dia.

Somando isso às parcelas do financiamento, o custo mensal vai para cerca de R$ 2.017,33, ou R$ 67,24 por dia. Mas e se for um carro mais simples? 

O Fiat Mobi Like 1.0 de 2019 aparece na Tabela Fipe custando cerca de R$ 42.043,00, ou seja, R$ 32.692,00 a menos do que sua versão de 2025 por conta da depreciação.

Com uma entrada de R$ 20 mil e o restante financiado em 48 vezes, as parcelas ficam em torno de R$ 565 por mês. Somando IPVA, combustível, manutenção e o seguro médio, o custo mensal para manter o Mobi fica em torno de R$ 831,36, ou cerca de R$ 27,71 por dia.

Com o financiamento incluso (R$ 565/mês), o custo total mensal vai para R$ 1.396,36, o que dá R$ 46,54 por dia.

Para quem ganha R$ 150 por dia, o Mobi consome cerca de 30% da renda diária. Já para quem recebe salário mínimo, o impacto chega a mais de 45%, ainda alto, mas mais viável que o HB20. Já para quem ganha R$ 75 por dia, o valor do Mobi equivaleria a 60% do salário, enquanto o valor do HB20 a 89%.

Planejamento financeiro e a compra do carro

Como qualquer sonho que custa caro, comprar um carro exige planejamento, e isso vai muito além de juntar dinheiro ou pesquisar o menor preço.

Como se planejar financeiramente antes de comprar um carro

Fazer o planejamento financeiro é olhar com atenção para tudo o que entra e sai do seu bolso, entender suas prioridades e traçar um caminho realista até seus objetivos. Isso inclui pensar com calma: será que agora é o melhor momento para comprar um carro? Ou vale a pena esperar um pouco mais para não comprometer outras áreas da sua vida?

Se a resposta for sim, você está pronto para o próximo passo que é escolher o carro que cabe no seu orçamento. 

Agora, se você quer saber quanto precisa economizar por mês para conquistar esse objetivo, vale testar o Simulador de Sonhos do Meu Bolso em Dia. É gratuito e simples de usar, você só precisa informar o valor do carro e o prazo que tem em mente, e ele calcula quanto precisa guardar por mês. Assim, você já sabe se a meta está no ponto ou se precisa de um tempinho extra para se preparar melhor.

Com esse cenário mais claro, fica mais fácil tomar decisões conscientes e sem sustos no meio do caminho.

Ah, e não se esqueça de incluir no seu plano uma reserva de emergência. Afinal, o carro pode trazer liberdade, mas também alguns imprevistos. Estar preparado para eles ajuda a manter o sonho sem virar dor de cabeça.

Consórcio, à vista ou financiamento

Poucas pessoas têm o poder de comprar um carro à vista. Mas, na hora de financiar, vem a dúvida: o melhor é o consórcio ou o financiamento?

Se a ideia é financiar, o ideal é juntar uma boa entrada. Isso reduz o valor financiado e, com ele, o tamanho das parcelas e o impacto dos juros no custo total do carro. Aqui vale o alerta: ao longo do contrato, os encargos do financiamento (como juros, tarifas e seguros obrigatórios) podem elevar o custo final do carro em até 50%, dependendo do prazo e da taxa de juros praticada. 

Se você quiser fazer uma simulação em casa, o Banco Central possui uma calculadora de financiamento para ajudar com isso. É preciso lembrar que, ao financiar, o carro fica em nome do banco até a quitação total da dívida. Se houver inadimplência, o veículo pode ser retomado e levado a leilão, o que representa risco real de perda do bem. Esse processo é chamado de alienação fiduciária.

Se algo der errado e não for possível seguir adiante com o financiamento, você também pode transferir o financiamento a outra pessoa. Todos esses processos podem ser desgastantes, por isso é importante ter uma organização prévia para evitar situações assim. 

Já o consórcio funciona como uma espécie de vaquinha organizada: um grupo de pessoas paga mensalmente um valor fixo, e, todo mês, um ou mais participantes são contemplados com uma carta de crédito para comprar o carro. A contemplação pode ocorrer por sorteio ou por lance — quem oferta um valor maior, tem mais chance de ser contemplado antes.

A principal vantagem do consórcio é que não há cobrança de juros, apenas uma taxa de administração. Por isso, no fim do plano, o custo total tende a ser mais baixo do que o de um financiamento. Outro ponto positivo é que você não precisa dar entrada.

Mas atenção: o consórcio exige paciência. Como a contemplação não é garantida em curto prazo, essa modalidade não é indicada para quem precisa do carro imediatamente.

Afinal, vale a pena ter um carro? 

Ter um carro na garagem pode parecer sinônimo de praticidade, mas será que compensa financeiramente? A resposta depende do seu estilo de vida, rotina de deslocamento e necessidades específicas. Como vimos, o custo anual de manter um carro é um custo alto, ainda sem contar imprevistos como multas ou reparos fora da manutenção regular.

Descubra se vale mais a pena comprar um carro ou usar outros meios de transporte

Mas há situações em que o carro próprio pode ser a melhor opção. Para quem mora em regiões afastadas ou com transporte público precário, o automóvel garante autonomia e acesso a serviços essenciais. Famílias com crianças pequenas ou idosos também costumam precisar de mobilidade mais flexível e confortável. Além disso, há profissões que exigem deslocamentos constantes, transporte de equipamentos ou visitas frequentes a clientes e aí o carro pode ser mais uma ferramenta de trabalho do que um luxo.

Ou seja, vale a pena ter um carro? Sim, se ele for uma solução e não um peso no seu orçamento. Avaliar a real necessidade antes de decidir pela compra é o primeiro passo para uma escolha mais consciente.

Alternativas para o carro próprio

Com os custos de manter um carro em alta e mudanças no estilo de vida da população, principalmente após a pandemia, muitos brasileiros têm repensado a ideia de ter um veículo próprio. De acordo com a pesquisa da Localiza&Co, o transporte público aparece como principal alternativa para o futuro, citado por 62% dos entrevistados. Em seguida, surgem os carros de aplicativo (60%), bicicletas (43%) e carros elétricos (43%). 

As escolhas também variam conforme a geração: enquanto as mais jovens ainda consideram o carro e a moto próprios como boas opções, as gerações mais velhas (baby boomers e X) apontam com mais força o transporte público e os veículos elétricos.

Além das questões financeiras, fatores como praticidade e tempo economizado pesam bastante nessa decisão. Cerca de 62% escolhem seu meio de transporte pela conveniência, 44% preferem ir direto ao destino e 33% optam pelo que é mais rápido.

Além disso, mais da metade da população (51%) acredita que vai se deslocar menos no futuro, por conta do aumento do home office e do ensino remoto. Isso reforça a busca por alternativas mais flexíveis, sustentáveis e econômicas que nem sempre envolvem ter um carro na garagem.

Diante de tantas mudanças no comportamento das pessoas e no próprio conceito de mobilidade, vale a pena conhecer algumas alternativas ao carro próprio que podem ser mais econômicas, práticas e sustentáveis, dependendo do seu estilo de vida.

Alugar um carro: mais flexibilidade, menos compromisso

Alugar um carro pode ser uma ótima solução para quem não tem um veículo próprio, mas precisa de um por um período curto, como durante uma viagem ou em ocasiões específicas. A vantagem está na flexibilidade: é possível escolher o modelo de acordo com a necessidade, sem se comprometer com despesas fixas.

Para quem quer contar com um carro por mais tempo, mas ainda assim evitar os custos e a burocracia de ter um veículo, há também os planos de carro por assinatura. Essa modalidade tem ganhado espaço no Brasil e oferece contratos de um a três anos, com IPVA, seguro, manutenção e assistência já inclusos. 

Transporte público: econômico e com menos impacto ambiental

Em muitas cidades, o transporte público pode ser mais eficiente do que o carro, especialmente em horários de pico. Ônibus, metrôs e trens evitam o estresse do trânsito e, em alguns casos, permitem aproveitar o tempo de deslocamento para estudar, ler ou descansar.

Além disso, optar pelo transporte coletivo é uma forma de reduzir a pegada ambiental. Embora também gere emissões, o impacto por passageiro é bem menor do que no transporte individual. No bolso, a diferença também pesa: o custo de um passe mensal costuma ser mais acessível do que manter um carro abastecido e revisado.

Aplicativos de transporte: mobilidade na palma da mão

Serviços como Uber e 99 já fazem parte da rotina de muitos brasileiros. A praticidade é um dos maiores atrativos: com alguns cliques no celular, você consegue um carro para levá-lo ao destino sem se preocupar com estacionamento, combustível ou manutenção.

Esses aplicativos oferecem diferentes categorias, adaptando-se às suas necessidades e ao seu orçamento. Para quem se desloca pouco no dia a dia, essa pode ser uma opção mais econômica do que manter um veículo próprio.

Além disso, algumas plataformas e cartões de crédito oferecem programas de cashback para corridas realizadas por meio desses aplicativos. Isso significa que, ao utilizar determinados meios de pagamento, você pode receber de volta uma porcentagem do valor gasto, proporcionando uma economia adicional no final do mês.

Bicicletas: saúde, economia e sustentabilidade

Se você mora próximo ao trabalho ou aos locais que frequenta regularmente, a bicicleta pode ser uma excelente alternativa. Ela ajuda a evitar o trânsito, reduz emissões de poluentes e ainda traz benefícios à saúde.

Para trajetos mais longos ou com muitas subidas, as bicicletas elétricas são uma opção interessante. Apesar do investimento inicial mais alto, muitas cidades oferecem sistemas de aluguel que permitem experimentar o uso diário antes de investir em uma. Também há serviços de compartilhamento com pontos de retirada e devolução, facilitando a rotina urbana.

Aplicativos de carona e carsharing

Mesmo quem trabalha em um local onde faltam opções de transporte coletivo ou quem faz viagens frequentes pode viver sem automóvel próprio. Hoje, com as redes sociais, não é difícil encontrar alguém que trabalhe e more perto de você, inclusive nos grupos de WhatsApp do condomínio.

As caronas organizadas ajudam a conectar pessoas que moram e trabalham em regiões próximas. O BlaBlaCar é uma das plataformas mais conhecidas para viagens intermunicipais, mas a modalidade tem ganhado força mesmo em deslocamentos dentro da cidade. 

Com o carsharing, por exemplo, você reserva um carro por aplicativo, usa por algumas horas e paga apenas pelo tempo de uso. Os veículos ficam estacionados em pontos específicos da cidade, e tudo pode ser feito pelo celular. Também existem iniciativas que promovem o uso compartilhado entre colegas de trabalho ou moradores de um mesmo prédio.

Uma delas é o WiiMove, plataforma brasileira focada em mobilidade corporativa. Ela permite que empresas integrem diferentes modais de transporte — como fretados, caronas, transporte público e até bicicletas — em um único sistema. 

Por fim, é importante lembrar que a escolha de comprar um carro próprio ou optar por outros tipos de transporte depende do seu estilo de vida, necessidades diárias e situação financeira. Avaliar as alternativas disponíveis pode resultar em economia, praticidade e menor impacto ambiental.

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Matéria publicada em 02/09/2019 e atualizada em 14/05/2025