Quer iniciar um negócio para ter renda?

7 passos para começar com o pé direito! Conheça as providências formais e os cuidados que você precisa ter ao abrir seu próprio negócio

21 de outubro de 2020

Veja 7 passos para começar com o pé direito! Conheça as providências formais e os cuidados que você precisa ter ao abrir seu próprio negócio


Diante da crise econômica aprofundada pela pandemia, empreender tornou-se a única saída para muitos brasileiros. As altas taxas de desemprego e o mundo do trabalho em profunda transformação reforçaram a necessidade de buscar novas fontes de renda a partir dos talentos que cada um possui. Se esse é o seu caso, este post é para você.

Para ajudar nos seus primeiros passos, preparamos um guia rápido com orientações para fincar bem os pés no chão para não ter prejuízo nem pagar para trabalhar. Mais do que encontrar aquela atividade que fará você ter disposição para pular da cama bem cedo todos os dias, é necessário cuidar das finanças e das questões legais desde o começo.


Passo 1: escolher o que você vai vender, para quem e onde

Já resolveu com o que você vai trabalhar? Se não decidiu ainda, vale lembrar que a oportunidade para empreender pode estar no seu bairro, na sua rua ou até mesmo no condomínio onde você mora. Usando máscara e tomando todos os cuidados para se proteger, ande a pé pelas redondezas, converse com os vizinhos e liste coisas que fazem falta na região e pelas quais as pessoas estariam dispostas a pagar. Afinal, resolver um problema é um bom jeito de começar um negócio.

Outras ótimas oportunidades estão no mundo online. Como esse é um universo sem fim, escolha um público que deseja atender e direcione sua atenção a ele. Mulheres em home office com filhos em casa, por exemplo. Em qual região? Você conseguirá fazer entregas, se o seu negócio for a venda de algum produto? Como vai vender? Comece conferindo algumas dicas para trabalhar com vendas online.

Durante a pandemia, surgiu uma onda de novos pequenos negócios virtuais. E muita gente que já tinha seu empreendimento também migrou para a internet. Contação de histórias, reforço escolar, aulas de canto ou música, brincadeiras, aulas de maquiagem online são apenas alguns exemplos de serviços que começaram a ser vendidos online. Teve até mesmo muita gente que seu reinventou na crise, usando a criatividade para salvar seus negócios.

E não faltaram plataformas tecnológicas para facilitar esse acesso e a prestação de serviços. No www.superprof.com.br, uma busca promove o encontro de alunos e professores nas mais diversas especialidades, como ioga, piano ou balé. Basta fazer uma pesquisa por região para conhecer os profissionais disponíveis e o preço da aula.

Atividades que, por princípio, requerem aglomeração foram as que mais sofreram com a pandemia e, portanto, precisaram encontrar caminhos. A turma do teatro, da música e da dança também viveram seu processo de digitalização, oferecendo espetáculos dentro de casa. O mesmo aconteceu com a área de eventos. Palestras, oficinas e debates, que antes aconteciam de forma presencial, precisaram migrar para o online. 

Para esses dois mercados, ganharam destaque canais como o Sympla, que permite a compra de ingressos online. Depois que o adquire, o produtor libera o acesso para você para salas virtuais como Zoom, Google Meet, Google Hangout e outros aplicativos. Para assistir à peça teatral “A Arte de Encarar o Medo”, por exemplo, você compra o ingresso pelo Sympla e recebe o link de acesso do Zoom. 

 

Passo 2: fazer a formalização

Depois que escolher o produto ou serviço que quer desenvolver e ao qual quer se dedicar, chegou a hora de formalizar o seu negócio. Esse processo permite que você tenha benefícios sociais, como aposentadoria e auxílio-doença, e que emita nota de produtos e serviços, o que é uma exigência dos clientes. Mais do que garantias formais, registrar sua empresa assegura que você inicie sua trajetória autônoma de forma profissional.

A maneira mais fácil e acessível de ter um cadastro de pessoa jurídica, o famoso CNPJ, é se tornar um MEI – Microempreendedor Individual. Você paga um valor fixo mensal que vai de R$ 53,25 a R$ 58,25 (valores de 2020), dependendo do tipo de atividade (comércio, serviços e indústria), pode faturar até R$ 81 mil por ano e ter um funcionário (mais de um não é permitido). Todos os impostos, inclusive a contribuição para o INSS, estão incluídos nesses valores.

Fique de olho nas mudanças que acontecem anualmente no MEI, porque elas podem impactar sua rotina. Por exemplo, a partir de 2020, todo empregador deve incluir os dados de seu funcionário no sistema (chamado e-Social), assim como informações como férias, exames, demissão, etc.

 

Passo 3: separar a pessoa física da jurídica

Ao iniciar um negócio tocado por você, é preciso entender que você se transforma em duas pessoas: a física e a jurídica. A primeira é aquela que usa o dinheiro para fazer compras no mercado, pagar o aluguel da moradia e demais contas da casa. Já a segunda deve pagar fornecedores e funcionários, comprar matéria-prima e adquirir equipamentos e serviços para melhorar seus negócios.

Mas é muito comum as coisas se misturarem. O dinheiro de casa e da empresa acabam ficando uma coisa só e é aí que mora o perigo. Isso complica a vida de muitos empreendedores e, muitas vezes, os impede de ir adiante e crescer de maneira sustentável ao longo do tempo.

Todo negócio regulamentado precisa ter uma conta bancária em nome da empresa para receber e efetuar pagamentos. Alguns bancos oferecerem contas digitais simplificadas e com tarifas bem reduzidas para MEIs. Faça uma pesquisa por “conta bancária mais barata para MEI” para descobrir alguns deles. Com uma conta PJ, você terá condições organizar as finanças, separando o dinheiro da pessoa jurídica X pessoa física.

Mas como terei dinheiro se os pagamentos feitos pelos clientes entram na conta jurídica? Crise uma rotina para que todos os meses, sua empresa pague a você um salário, que no caso do empreendedor é chamado de pró-labore. Lembrando de deixar na conta PJ o dinheiro que precisará para pagar as contas da empresa e formar uma reserva para investir no futuro. Assim, nem você nem sua empresa precisarão viver de sustos.

 

Passo 4: calcular o custo para formar o preço certo

Esse é um assunto que costuma gerar confusão mesmo entre quem já é empreendedor. Para você ter ganhos financeiros, é fundamental entender o custo de seu produto ou serviço, ou seja, o quando você precisará tirar do bolso para produzir, ofertar e fazer chegar até o cliente.

Para colocar preço em uma camiseta, antes, uma confecção de roupas precisa calcular o custo da peça: anotar o quanto pagou pelo tecido, linha e mão de obra, por exemplo. Se o dono da confecção tirou do bolso R$ 40 para construir uma peça bem caprichada e diferente, seu preço pode sair a R$ 70. Assim, ele terá R$ 30 de lucro.

Esse é um exemplo rápido para que você entenda a lógica da precificação, mas o tema merece muito mais atenção e cuidado. Para entender como fazer esse cálculo, nós explicamos direitinho as regras e o funcionamento da diferença entre preço, custo e valor.

 

Passo 5: descobrir canais de vendas

As mudanças para o comércio foram profundas após a pandemia. Muitos negócios precisaram fazer grandes manobras para sobreviver, mas conheceram novas oportunidades. E teve quem começou a vender, do zero, a vender algum produto. Nesse período, por segurança, muitas pessoas preferiram comprar e receber em casa, uma mudança na forma de consumo que veio para ficar.

Muitos empreendedores surfaram nessa onda para fazer renda extra. Quem tinha habilidade na cozinha passou a vender refeições prontas, como marmitas e bolos. Outras pessoas tornaram-se revendedoras de produtos como roupas e cosméticos. Enfim, não faltaram opções de negócios para começar em casa durante a pandemia.

Para quem é do comércio, o WhatsApp foi o grande trunfo, também pela facilidade que o aplicativo oferece de tirar dúvidas e fechar negócios. Um produtor rural, que vende frutas, verduras e legumes ou quem prepara quentinhas pode mandar seu cardápio (ou lista de produtos e ofertas pelo zap). Informa as condições e a forma de pagamento e já fecha o pedido. Tudo simples e rápido.

Segundo o último Observatório Febraban, publicado em setembro, o WhatsApp é a preferência de 66% dos respondentes para acessar a internet, sendo que 71% são mulheres. Ou seja, uso do aplicativo é uma tendência principalmente entre o público feminino, o que pode representar uma oportunidade para quem quer empreender.

 

Passo 6: preparar-se para o mundo digital

Mais do que nunca, junto com a construção de um novo negócio, é preciso buscar capacitação para se posicionar bem no mundo digital. O próprio Sebrae disponibiliza cursos gratuitos para você começar sua trilha de aprendizagem: como vender pela internet na crise do coronavírus e marketing digital para empreendedor são algumas delas. A gente também tem muita informação e dica para você trabalhar com vendas online.

Mesmo no processo de retomada das atividades presenciais, muita coisa continua mudando, e a chance de obter renda pode se tornar cada vez mais visíveis. Um cabelereiro que antes só trabalhava no salão de beleza agora tem demanda de atender a clientela que prefere ficar em casa.

 

Passo 7: fazer o orçamento e se planejar

A pandemia tem nos ensinado que, de uma crise profunda e sem precedentes, existem muitas perdas, mas também espaço para criação de novas possibilidades. E que esses novos caminhos podem, sim, ser construídos com paciência e persistência, sempre buscando informação e conhecimento.

Porém, no mundo do empreendedorismo, certos princípios nunca mudam. O primeiro é o planejamento: antes de colocar a mão na massa, tenha clareza de onde se quer chegar. Planeje pequenos passos, um por vez. A vivência da pandemia mostrou que nunca foi tão importante fazer o planejamento. Ter um orçamento bem controlado é um caminho seguro para ter sucesso financeiro, na vida pessoal e empresarial. Veja um checklist para aplicar no controle financeiro de seu negócio e mãos à obra!