Inflação 2022: acompanhe o IPCA mês a mês e o acumulado do ano

Entenda a alta de preços e como ela impacta o seu bolso no dia a dia

Inflação 2022: acompanhe o IPCA mês a mês e o acumulado do ano: carrinho de compras representando a subida da inflação
4 de fevereiro de 2022 7 min. leitura

Você sente que, a cada ano, tudo parece  mais caro? Não é impressão: os preços vêm aumentando sistematicamente e de maneira generalizada. O nome disso é inflação e há meios de medir essa variação ao longo do tempo. Vamos explicar, aqui, o que é esse fantasma que assusta a gente ao passar pelo caixa do mercado, pagar a conta de luz ou abastecer o tanque do carro, como a inflação é medida e o que fazer para proteger seu bolso do aumento dos preços.

Neste artigo você irá conhecer: o que é inflação, o IPCA e sua variação mensal, anual e na última década, exemplos de impactos no seu bolso e como se proteger da inflação. Boa leitura!

Destaques

  • O que é inflação?
  • O que é o IPCA?
  • IPCA 2022: Afinal, a inflação vai continuar subindo?
  • IPCA 2021: Recorde nos últimos seis anos
  • IPCA 2020
  • Os principais vilões da inflação nos últimos 12 meses
  • A inflação dos últimos 10 anos: IPCA de 2011 a 2021
  • Exemplos dos impactos da inflação no seu bolso
  • Como se proteger da inflação?

O que é inflação?

De forma geral, a inflação se refere ao aumento dos preços ao longo do tempo. Em economias saudáveis, é esperado que haja um pequeno aumento a cada ano, sinal de que as pessoas estão consumindo e a economia está girando. O problema é quando a alta da inflação sai do controle, diminuindo o poder de compra do consumidor e gerando instabilidade quanto aos preços futuros.

No Brasil, o Banco Central é o órgão responsável por adotar medidas para que a inflação fique dentro da meta, de forma que os preços se mantenham relativamente estáveis ao longo do tempo. Assim, tanto pessoas quanto empresas podem ter uma previsão do valor real dos produtos e fazer planos a longo prazo.

A inflação é calculada pela variação média dos preços dos produtos em determinado período. Esse cálculo, porém, pode ser feito de diferentes formas. Cada índice leva em conta uma determinada seleção de produtos que são incluídos na análise (a chamada “cesta padrão”) em um certo período.

Há diversos índices que medem a inflação no Brasil, como o IGPM, o IPC-S e o IPCA. Vamos conhecer melhor o IPCA, índice escolhido para determinar a meta de inflação. 

o que é IPCA e valor da inflação hoje

O que é o IPCA?

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é considerado o índice de inflação oficial do governo federal. Ele mede o custo dos principais produtos e serviços utilizados por famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários-mínimos.

Inflação fecha 2021 em 10,06%, a mais alta em seis anos no Brasil

A cesta do IPCA busca refletir os principais padrões e hábitos de consumo dos brasileiros e inclui itens de 8 áreas diferentes: alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação. Ele é calculado mensalmente.

O IPCA leva em conta a média do crescimento dos preços de diversos produtos. Isso significa que, se a inflação em um mês foi de 1%, nem todos os itens sofreram o mesmo aumento de preço. Alguns produtos podem ter ficado mais caros, outros mais baratos, mas em média foi observada uma elevação nos preços. 

Além disso, a análise é feita a partir do que seria uma cesta padrão de produtos consumidos pela população. Portanto, nem todos os brasileiros podem sentir o aumento da mesma forma. Por exemplo, se em um período o que mais cresceu foi o preço da carne, uma família vegetariana vai ter uma percepção diferente da inflação. Leia a matéria Uma inflação para cada bolso e entenda os impactos da inflação para cada perfil de consumidor. 

IPCA no Brasil: desvalorização do poder de compra diante da alta da inflação

IPCA 2022: a inflação vai continuar subindo?

Algum aumento é esperado, mas vale ressaltar que o problema ocorre quando os preços aumentam demais ou de forma muito imprevisível e descontrolada. A cada ano, o Banco Central estabelece metas de inflação que devem ser cumpridas para que os preços no Brasil possam ter alguma estabilidade e previsibilidade. 

Em 2022, os economistas acreditam que o grande crescimento inflacionário observado em 2021 vai desacelerar: as previsões apontam que o IPCA poderá fechar entre 5% e 6%, ante os mais de 10% de 2021. Ainda assim, a inflação tende a ficar acima da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3,5%. 

Acompanhe o IPCA ao longo de 2022

MêsIPCA Mensal
Janeiro0,54% 
Fevereiro1,01%
Março1,63%
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Acumulado IPCA 2022

Fonte: IBGE

IPCA 2021: recorde dos últimos seis anos

O acumulado do IPCA ao longo de 2021 foi de 10,06%. Esse foi o maior percentual registrado deste 2015, quando se chegou a 10,67%. Antes disso, o IPCA acumulado no ano só tinha sido maior que 10% em 2002, com 12,53%. Além de ter atingido um valor recorde, o aumento registrado foi bem maior do que a meta que havia sido definida pelo Banco Central. Em 2021, ela era de 3,75%.

IPCA 2021: mês a mês e acumulado no ano

tabela com o IPCA 2021, mês a mês e o acumulado do ano de 2021

IPCA 2020: inflação alta, mas dentro da meta

Ainda que não tenha sido tão alta quanto em 2021, a inflação em 2020 já se mostrava a maior desde 2016. Naquele ano, o acumulado de 12 meses do IPCA foi de 4,52%. A meta do Banco Central era de 4%. Porém, ainda que o resultado tenha sido maior do que isso, a inflação ainda ficou dentro da margem de tolerância: há um intervalo em que se considera que a meta não foi descumprida, e naquele ano o índice poderia oscilar entre 3,5% e 5,5%.

IPCA 2020: mês a mês e acumulado do ano

tabela com o IPCA de 2020

Os principais vilões da inflação nos últimos 12 meses

Como vimos, houve um aumento bastante expressivo do IPCA ao longo de 2021. Os principais responsáveis por um crescimento da média de preços foram:

  1. Transportes: 21,03%
  2. Habitação: 13,05%
  3. Alimentação: 7,94%

Unidas, essas três áreas foram responsáveis por cerca de 79% da inflação registrada em 2021. Nelas, os produtos que tiveram maior aumento foram:

  1. Combustíveis (47,49% na gasolina e 62,23% no etanol)
  2. Automóveis, (16,16% nos veículos novos e 15,05% nos usados)
  3. Conta de luz (21,21%)
  4. Botijão de gás (36,99%)
  5. Café moído (50,24%)
  6. Açúcar (47,87%)

Fica a dica: Diante do aumento dos combustíveis, qual vale mais a pena usar? Você pode fazer essa análise na nossa Calculadora Álcool x Gasolina, que mede qual dos dois estará mais vantajoso a partir dos preços inseridos no momento.

A inflação dos últimos 10 anos: IPCA de 2011 a 2021

Nos últimos anos, a inflação medida pelo IPCA teve muitas oscilações. Ficou acima de 10% em 2015, caiu para 2,95% em 2017 e, desde então, vem evoluindo, chegando a 10,06% em 2021. Veja como ficou a evolução do IPCA entre 2011 e 2021.

IPCA dos últimos 10 anos no Brasil

tabela com o IPCA dos últimos 10 anos do Brasil

Quer saber como economizar mais? Faça uma caça aos gastos invisíveis! Falamos sobre os mais comuns neste vídeo: 

Impactos da inflação no seu bolso

Quando alta, a inflação diminui o poder de compra: com tudo mais caro, você consegue comprar menos coisas com o mesmo valor. Esses reflexos são sentidos em praticamente todos as áreas da vida, tais como:

  • Nas compras no supermercado (confira como economizar no mercado em 2022)
  • Nas suas contas fixas (como luz, água, gás, telefone)
  • No aluguel
  • No IPVA/IPTU
  • Nas mensalidades escolares

O aumento impacta principalmente a camada mais pobre da população, que tem a maior parte da renda destinada a gastos essenciais e pouco fôlego financeiro para acomodar um grande aumento nos preços dos produtos.

Como se proteger da inflação?

Não há como fugir completamente da inflação: afinal, ela afeta toda a economia do país. Porém, existem algumas maneiras de driblá-la: 

  • Pesquisar preços entre lojas, postos de gasolina e supermercados é o primeiro passo, já que cada comércio transfere a inflação de forma diferente ao consumidor.
  • Deixar o carro em casa, garantir a regulagem do motor e planejar melhor o trajeto são ótimas maneiras de economizar combustível. 
  • Utilizar aplicativos que oferecem descontos em supermercados pode ser uma boa ideia, além de gerar economia de gasolina, já que as compras são entregues na sua casa.
  • Outra dica é mudar o cardápio da semana, substituindo produtos mais caros por outros mais em conta para preparar as refeições, mantendo os nutrientes.

Seja qual for seu truque para driblar a inflação, é fundamental investir um tempo no seu dia a dia para conhecer melhor sobre seus ganhos e gastos e descobrir como funcionam os principais produtos e serviços financeiros. Assim, você pode sentir menos os efeitos do aumento dos preços no seu bolso. Para tanto, reforçamos a importância da educação financeira.

Caso você não saiba como e quanto costuma gastar por mês, veja os demais conteúdos disponíveis aqui no portal do Meu Bolso em Dia. Você irá encontrar dicas para se organizar financeiramente, sair das dívidas e juntar dinheiro para realizar seus sonhos. Veja, ainda, as trilhas de aprendizagem gratuitas disponíveis na Plataforma Meu Bolso em Dia. Não deixe também de conferir seu Índice de Saúde Financeira

Com você no controle da sua vida financeira, terá mais fôlego para lidar com mudanças no cenário econômico!

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