Tudo sobre investimentos imobiliários: LCI, CRI, LIG e FIIs

Conheça os principais investimentos imobiliários disponíveis no mercado e entenda as diferenças entre eles

Investimentos imobiliários: LCI, CRI, LIG e FIIs: homem acessa a internet procurando pelos melhores investimentos imobiliários
17 de dezembro de 2021 6 min. leitura

Para um investidor de primeira viagem, escolher onde aplicar o dinheiro pode parecer um mergulho em uma sopa de letrinhas. Em meio a tantas siglas, algumas bastante parecidas, é natural se sentir um pouco perdido. Se este for o seu caso, não se preocupe! Neste artigo, vamos explicar tudo sobre um importante grupo de investimentos: os imobiliários. Entram, aqui,  LCI, CRI, LIG e FIIs. Confira as vantagens e as diferenças entre eles. 

Investimentos imobiliários: o que são?

No Brasil, costuma-se dizer que comprar imóveis é sempre um bom negócio: além de o mercado imobiliário ser um setor essencial na economia, este tipo de bem costuma estar mais protegido de perdas de valor às oscilações dos juros e inflação. No entanto, imóveis são caros e, portanto, inacessíveis a uma parcela da população.

Além disso, se você comprar e precisar do dinheiro algum tempo depois, pode ficar em maus lençóis porque imóveis não têm liquidez imediata. Em alguns casos, a demora para vender pode chegar a vários anos. Mas o mercado financeiro oferece algumas possibilidades para quem deseja participar desse universo sem necessariamente ser o proprietário de uma casa, um apartamento ou um edifício comercial.

Há, por exemplo, formas de se investir em movimentações financeiras relacionadas a imóveis ou comprar cotas de fundos coletivos lastreados em imóveis. Além disso, aplicações em investimentos imobiliários como LCI, CRI, LIG e FII têm benefícios tributários, como isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Há, contudo, algumas regras para essa isenção, que explicaremos logo abaixo.

Este tipo de investimento costuma ser uma boa opção para quem tem um perfil mais conservador, pois é possível obter rendimentos com riscos baixos. Porém, seus retornos são melhores no longo prazo. Assim, ao investir, é importante avaliar os seus objetivos. 

Se você pretende juntar dinheiro para ter uma aposentadoria tranquila ou ajudar a custear algo que fará daqui a cinco anos, como um curso ou uma viagem, pode ser uma boa ideia. Mas, se você busca algo que te dê um retorno maior e mais rápido, há opções que podem ser mais indicadas. Neste link, você confere algumas aplicações seguras que podem ser sacadas em imprevistos. Veja também os principais perfis de investidores e qual tipo de investimento é mais adequado para cada um

A seguir, conheça os principais investimentos imobiliários disponíveis atualmente no Brasil.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

As Letras de Crédito Imobiliário, ou LCI, são emitidas por instituições financeiras e direcionadas a aplicações no setor imobiliário, como empréstimos. Em outras palavras, o banco age como uma espécie de mediador da relação entre o investidor e alguém que está precisando de dinheiro para comprar um apartamento, por exemplo.

Essa forma de aplicação é bastante segura e protegida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre investimentos de até R$ 250 mil por CPF. Assim, caso haja algum problema com a instituição financeira que emitiu a LCI, há a garantia de devolução do dinheiro.

O valor investido em LCI, porém, não pode ser resgatado a qualquer momento. O período mínimo de vencimento varia de acordo com o indexador da aplicação: o prazo é de pelo menos 36 meses para títulos atualizados mensalmente por índice de preços (I-GPM, por exemplo) e de 12 meses para títulos atualizados anualmente pelo mesmo índice. Se o título não for atualizado conforme este índice, o prazo mínimo é de 90 dias.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) estão relacionados a créditos imobiliários, ou seja, a valores que serão recebidos no futuro - como no caso de vendas de apartamentos ou de salas comerciais que foram financiados. Mas, diferentemente de LCIs, os papéis não são emitidos por bancos, mas por companhias securitizadoras.

Os CRIs costumam ser investimentos de prazos maiores que as LCIs. Enquanto as Letras de Crédito Imobiliário conseguem ser retiradas a partir de 90 dias, dependendo de seu indexador, os Certificados de Recebíveis Imobiliários podem ter um mínimo de retorno de alguns anos. Este período, no entanto, varia.

Além disso, os CRIs não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito, o que faz com que sejam um investimento de maior risco. Porém, suas taxas de retorno tendem a ser maiores, podendo dar mais ganhos ao investidor que pode deixar o dinheiro aplicado por mais tempo. 

Letra Imobiliária Garantida (LIG)

A Letra Imobiliária Garantida, ou LIG, é um tipo de investimento relativamente novo no Brasil: o primeiro título do gênero estreou na Bolsa brasileira em 2018. Trata-se de um papel emitido por instituições financeiras, como bancos, destinado a financiar operações imobiliárias, o que faz com que tenha semelhanças importantes com a LCI. No entanto, suas diferenças também são relevantes.

A primeira é que a LIG não é protegida pelo Fundo Garantidor de Crédito como a LCI. Porém, dependendo do tipo de investimento, pode ser considerada mais segura que a opção anterior. A LIG conta com uma dupla garantia: uma da própria instituição que a emitiu, outra de uma carteira de créditos imobiliários, e não tem limite de valor assegurado como o FGC. Ou seja, é uma aplicação que pode ser mais interessante para investidores mais robustos, que desejam investir mais do que R$ 250 mil. 

Além disso, trata-se de um investimento de prazo mais longo: o período para poder retirar o dinheiro aplicado varia, mas é de no mínimo dois anos.

Investimentos imobiliários: LCI, CRI, LIG e FIIs: maquetes de pequenas casas cercadas de moedas, representando a rentabilidade dos investimentos imobiliários 

Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs)

Os Fundos de Investimentos Imobiliários, ou FIIs, são investimentos coletivos geridos por corretoras e uma forma ainda mais acessível de se investir no mercado imobiliário. Nesta modalidade, você não compra papéis ou imóveis diretamente, mas cotas de participação. 

Além disso, os FII podem ter diferentes composições, como LCIs, CRIs e/ou imóveis físicos. Assim, é possível ter uma carteira bastante diversificada, ainda que com apenas um investimento. Você encontra FIIs disponíveis para aplicar em seu banco ou corretora.

Compare!

Veja as principais diferenças entre os investimentos imobiliários:

Investimentos imobiliários: tabela contendo os principais tipos, isenção de IR, tempo para resgate e segurança
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