Isenção do Imposto de Renda
O projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil por mês (R$60 mil ao ano) vai fazer com que o imposto de renda pese menos no bolso do cidadão. Além da isenção, o projeto prevê um desconto progressivamente menor para quem ganha até R$7.350 ao mês.
A medida representa um respiro importante no orçamento das famílias que, mês após mês, veem parte do salário ser comprometida com descontos obrigatórios. Menos imposto significa mais dinheiro no bolso — e isso faz diferença no pagamento das contas, na construção de uma reserva financeira e até no planejamento de sonhos de médio e longo prazo.
Novas regras passam a valer a partir de 2026
O Governo Federal transformou a proposta de ampliar a isenção em projeto de lei em março de 2025 (PL 1.087/2025) e o encaminhou ao Congresso Nacional. O texto foi aprovado por comissão especial e, em outubro, também recebeu aval do plenário da Câmara dos Deputados. Agora, segue para análise do Senado, onde deve ser votado nas próximas semanas. A expectativa é que, caso o projeto seja aprovado e sancionado sem alterações, as novas regras passem a valer a partir de 2026.
Isenção total do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil
O projeto propõe isenção total do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, o que significa que esses trabalhadores deixarão de ter desconto de IR na folha de pagamento. Atualmente, estão isentos do Imposto de Renda os contribuintes com renda tributável de até R$ 3.036 por mês, equivalente a dois salários mínimos. Para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá uma redução proporcional da alíquota, garantindo um pagamento menor de imposto.
Segundo estimativas do governo, mais de 26 milhões de contribuintes serão beneficiados pela medida, que deve gerar um alívio médio mensal de cerca de R$ 300 para quem está no limite superior da faixa isenta. Na prática, uma pessoa que recebe R$ 5 mil por mês, por exemplo, terá uma economia de R$ 312,89 mensal (R$4.067 no ano, considerando o décimo terceiro salário). Já quem recebe R$ 7 mil, economizaria cerca de R$ 46,61 por mês (R$ 605,87 no ano).
O impacto fiscal da mudança é significativo — cerca de R$25 bilhões por ano —, mas o governo prevê mecanismos de compensação. Entre eles estão a tributação de lucros e dividendos distribuídos acima de determinados valores, a criação de uma alíquota mínima efetiva para contribuintes de alta renda e o aumento da cobrança sobre rendimentos anuais acima de R$600 mil. Essas medidas visam equilibrar as contas públicas e garantir que a desoneração beneficie principalmente quem ganha menos.
Nova tabela do imposto de renda para o ano-base 2025
Vale lembrar que a tabela progressiva do Imposto de Renda em vigor para a declaração do ano-base 2025 — que será entregue no início de 2026 — já foi atualizada em abril deste ano. A nova tabela, em vigor desde maio, ampliou a faixa de isenção para até R$2.824 mensais e ajustou as demais faixas de tributação. O novo projeto, portanto, representa uma etapa adicional ao processo de atualização, levando o limite de isenção a R$5 mil e reforçando a política de desoneração gradual da renda do trabalhador.
A seguir, veja como ficou a nova tabela do Imposto de Renda, segundo o Governo Federal:
| Rendimento mensal (R$) | Base de cálculo (R$) | Alíquota IR (%) | Parcela a deduzir (R$) | |
|---|---|---|---|---|
| Até 3.036 | Até 2.428,80 | 0 | 0 | |
| De 3.036 a 3.533,31 | De 2.428,81 até 2.826,65 | 7,5 | 182,16 | |
| De 3.533 a 4.688,85 | De 2.826,66 até 3.751,05 | 15 | 394,16 | |
| De 4.688,85 a 5.830,85 | De 3.751,06 até 4.664,68 | 22,5 | 675,49 | |
| Acima de 5.830,85 | Acima de 4.664,68 | 27,5 | 908,73 |
Fonte: Gov.br
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