Remédios mais caros: veja 7 dicas para economizar

O que fazer para gastar menos na compra de medicamentos e onde encontrar remédios com descontos ou gratuitos para manter a saúde e o bolso em dia.

18 de maio de 2022 4 min. leitura

Se você foi à farmácia nos últimos dias já deve ter notado que os medicamentos estão mais caros. O aumento, autorizado no final de março pelo governo federal, chega a até 10,89%. O cálculo de reajuste considerou a inflação acumulada em fevereiro de 2022, que ficou 10,54%, e outros fatores definidos na Resolução 2/2022 da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ligada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O reajuste, portanto, ficou acima da inflação e, no cenário tão complicado em que vivemos, pesa no bolso do consumidor. Quem necessita de tratamento contínuo, principalmente, enfrenta mais dificuldades. Mas há caminhos para ter acesso a descontos e, até mesmo, conseguir os medicamentos gratuitamente. Confira as dicas a seguir!  

1. Facilidade para pesquisar preços

Hoje, é possível descobrir em quais farmácias encontrar medicamentos mais baratos, fazendo uma rápida busca na internet. Pesquise por “comparar preços de remédios” para descobrir os sites e aplicativos mais populares, como Cliquefarma, Consulta Remédios, Remédio Barato e outros. 

Depois de escolher um deles, basta informar o nome do remédio que você procura no campo de busca para saber quais farmácias de sua região têm o produto e a que preço. Muitos desses sites oferecem aplicativos para celular e contam com milhares de farmácias cadastradas. Alguns deles permitem, inclusive, que os usuários interajam entre si para trocar informações.

2. Gratuidade para algumas enfermidades

O Programa Farmácia Popular, mantido pelo Ministério da Saúde, garante o acesso gratuito a medicamentos de alto custo para doenças como asma, diabetes e pressão alta. Para enfermidades como osteoporose, Parkinson e glaucoma, o programa subsidia até 90% do preço dos medicamentos. Tanto os pacientes que dispõem de planos de saúde quanto os que têm cadastro (e carteirinha) do Sistema Único de Saúde (SUS) podem usar esse benefício.

Para isso, verifique se o produto que você precisa está na lista de medicamentos do programa e vá até uma farmácia credenciada. Leve um documento pessoal com foto, seu CPF e a receita dentro do prazo de validade (o máximo é 180 dias), com o nome do médico, CRM, carimbo e assinatura, além do endereço de onde ele atende.

3. Remédios gratuitos para cadastrados no SUS

O Sistema Único de Saúde também possibilita que pessoas cadastradas acessem gratuitamente ou de maneira subsidiada os remédios dos quais fazem uso. Os medicamentos devem estar listados na chamada Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), que traz os remédios mais utilizados para diversas doenças.

Para conseguir o benefício, é necessário ter a carteirinha do SUS. Para obter a sua, vá a uma Unidade Básica de Saúde munido de RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento e número de PIS/PASEP. Este número pode ser consultado através da sua conta Gov.br. Caso você ainda não possua uma, ou tenha dúvidas sobre como ela funciona, leia nossa matéria especial sobre a conta Gov.br

Já na plataforma ConecteSUS, é possível fazer um pré-cadastro para que seu atendimento presencial seja facilitado. Depois de fazer o pré-cadastro, além do protocolo gerado pelo sistema, você deve levar RG, CPF e comprovante de residência em uma unidade de saúde de seu município em até 60 dias.

Em seguida, basta pesquisar a unidade do SUS mais próxima da sua casa que tenha o medicamento e ir até lá, levando documento de identificação com foto e receita. Seu médico não precisa ser do SUS para que você tenha direito ao benefício. Em caso de dúvida ou se precisar de apoio para conseguir os medicamentos, ligue para o Disque Saúde (136), canal de comunicação com o Ministério da Saúde.

Remédios mais caros: veja 7 dicas para economizar: Mulher comprando remédios na farmácia

4. Programa de descontos em laboratórios

Concentrar esforços em pesquisa pode render uma boa economia na compra de remédios. Isso porque é bastante comum encontrar laboratórios farmacêuticos que têm seus próprios programas de descontos voltados a medicamentos de uso contínuo.

Se esse é o seu caso, veja na caixa do remédio o nome do fabricante e faça uma pesquisa na internet. Coloque na busca o nome da empresa + programa de descontos. Outra opção é entrar em contato com a central de atendimento para checar se a empresa tem um programa de desconto.

Nos sites dos laboratórios, mediante cadastro, você encontra todas as informações necessárias, como produtos incluídos na lista do programa de descontos e locais onde eles podem ser adquiridos. Você também pode fazer o cadastro para obter descontos de laboratórios diretamente nas grandes redes de farmácias.

5. Descontos para quem tem plano de saúde

Se você tem plano de saúde, pergunte na farmácia que costuma frequentar se ela tem convênio com a sua operadora. Muitas seguradoras mantêm parcerias com redes farmacêuticas para oferecer descontos em medicamentos. Além disso, muitas redes de farmácia mantêm seus próprios programas de descontos e fazem a comparação, na hora da compra, do que vale mais a pena para o consumidor.

6. Economia com genéricos

A lei que autoriza e regula a comercialização de medicamentos genéricos está em vigor há mais de duas décadas e, nesse período, trouxe muitos benefícios para os brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Associação PróGenéricos revelou que, de 2000 a 2021, o uso dos genéricos representou uma economia de R$177 bilhões em gastos com medicamentos. 

Ainda assim, muita gente não tem o costume de perguntar ao médico se existe medicamento genérico para o tratamento. Adquira esse hábito e, ao passar em consulta, cheque com seu médico se o remédio que você precisa está disponível na versão genérica. Caso a resposta seja positiva, ele deverá prescrever o princípio ativo (o nome científico) para que o farmacêutico pesquise a melhor opção para você.

7. Mantenha hábitos saudáveis

Embora os remédios a preços acessíveis ajudem muita gente, a primeira preocupação deve ser prevenir doenças com hábitos saudáveis, que podem ser conquistados com mudanças simples no dia a dia. Por exemplo: mantendo uma alimentação equilibrada e uma rotina de exercícios físicos que você goste, respeitando suas eventuais restrições.

Outra orientação importante é nunca tomar remédio por conta própria, simplesmente porque algum vizinho ou amigo indicou e foi ótimo para ele. Cada organismo funciona de uma forma e tem necessidades específicas – por isso, qualquer problema de saúde deve ser avaliado por um médico.

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Matéria publicada em  08/08/2019  e atualizada em 18/05/2022

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