Tudo sobre o Pix: como ele funciona e como usar com segurança

Conheça o Pix Parcelado, o Pix Automático e as demais funcionalidades do sistema de pagamentos instantâneos e saiba o que você pode fazer para se proteger contra fraudes.

Organizar as finanças

/ 22 Dez 2025 / 5 min. leitura
Saiba tudo sobre as mudanças do Pix

O Pix trouxe uma mudança extraordinária na maneira de fazer operações financeiras. Desde que foi lançado, ele se popularizou, chegando a mais de 170 milhões de usuários em outubro de 2025. Juntos, eles realizaram 7 bilhões de transações e movimentaram mais de R$3 trilhões naquele mês.

Apesar de sua grande aceitação, ainda existem muitas dúvidas sobre o funcionamento e a segurança do Pix. Nesta matéria, você vai entender para que ele serve, seus principais benefícios, segurança, cadastramento e exclusão de chaves Pix e muito mais. Você fica por dentro, ainda, das principais novidades sobre o Pix, como o lançamento do Pix Parcelado. Vamos lá?

Entenda tudo sobre o Pix Parcelado

O Pix Parcelado é uma funcionalidade que promete ampliar a inclusão financeira, beneficiando até 60 milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito. Ele permite que consumidores façam compras, pagamentos de contas e até quitação de multas de forma parcelada no Pix, enquanto o recebedor recebe o valor integral imediatamente.

Na prática, funciona como uma linha de crédito, com juros e prazos de pagamento definidos. Algumas instituições financeiras já oferecem essa modalidade, que pode ser contratada no aplicativo do banco, no momento de fazer o pagamento via Pix. 

Apesar de prático, vale lembrar que o Pix Parcelado é uma forma de empréstimo, como uma linha de crédito. Portanto, existem taxas de juros e multas por atraso, com valores que variam de acordo com o perfil do cliente. Antes de optar pelo parcelamento, avalie se a compra é realmente necessária e se o valor cabe no seu orçamento.

Saiba como pagar contas recorrentes com o novo Pix Automático

Os brasileiros já estão familiarizados com o débito automático para pagar contas recorrentes, como energia, água, mensalidades e condomínio, entre outras. Para facilitar ainda mais a vida do consumidor, o Banco Central lançou o Pix Automático, disponível desde junho de 2025.

Seu funcionamento é semelhante ao débito automático: você pode autorizar que seu banco faça a cobrança de determinadas contas, permitindo que elas sejam pagas automaticamente, sem precisar se preocupar quando chegar a data de vencimento. A funcionalidade está disponível em todos os bancos, sem a cobrança de tarifas extras para pessoas físicas.

A autorização do Pix Automático deve ser feita diretamente no aplicativo oficial de seu banco. Uma vez autorizado, os pagamentos passarão a ser feitos de forma automática, todos os meses. É possível cancelar ou editar essa autorização a qualquer momento, também pelo aplicativo do banco.

Para que serve o Pix e quais são os seus benefícios?

O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Ele serve para fazer transferências, pagar compras ou realizar pagamentos, 24 horas por dia, todos os dias, inclusive finais de semana e feriados. Se você tem dinheiro para receber, ele também é uma mão na roda, porque o dinheiro entra na hora na sua conta.

O Pix reduz a necessidade de usar dinheiro para fazer compras ou pagamentos, mesmo que eles sejam de baixo valor, trazendo conveniência para consumidores e lojistas, além de facilitar transferências entre contas. Outro importante benefício: ele é gratuito, possibilitando que mais pessoas sejam incluídas no sistema financeiro nacional.

Se você for um microempreendedor individual, também não irá pagar tarifas para usar o Pix. As instituições só podem cobrar transferências feitas pelo Pix de empresas de maior porte. Resumindo: o Pix barateia o custo dos pagamentos e transferências, eliminando, em alguns casos, a necessidade de emissão de boletos e de pagamentos de tarifas.

O Pix está em constante evolução 

O Pix vem sendo aprimorado desde o seu lançamento, em 2020, ganhando novas funcionalidades. Conheça as principais delas e entenda como elas podem trazer mais praticidade e segurança para as suas transações.

Pix Automático

Lançada em junho de 2025, a funcionalidade facilita o pagamento de contas recorrentes, como energia, luz, água ou mensalidade escolar, trazendo ainda mais comodidade e segurança na realização dessas operações.

Com ele, você pode autorizar o pagamento automático de contas, sem a necessidade de autenticação a cada transação. A autorização é dada no ambiente seguro da conta bancária, pelo próprio dispositivo de acesso. A novidade pode, ainda, diminuir custos para o recebedor e reduzir a inadimplência.

Regras de segurança do Pix

Foram acrescentadas, no início de 2025, novas exigências para garantir que os nomes vinculados às chaves Pix estejam em conformidade com os registros de CPF e CNPJ da Receita Federal. Essa verificação será obrigatória sempre que houver registro, alteração de dados, portabilidade ou reivindicação de posse de uma chave Pix.

Caso seja identificada uma irregularidade cadastral, a chave deverá ser excluída. Isso inclui CPFs com situação “suspensa”, “cancelada”, “titular falecido” ou “nula”, e CNPJs classificados como “suspenso”, “inapto”, “baixado” ou “nulo”. Com essa medida, o Banco Central busca dificultar fraudes em que criminosos usam nomes diferentes dos registrados na Receita Federal para ocultar suas atividades.

Outra mudança envolve as chaves aleatórias e de e-mail. Desde abril de 2025, chaves do tipo e-mail não podem mais mudar de titular, e quem precisar atualizar os dados precisará excluir a chave antiga e registrar uma nova. Já as chaves aleatórias não podem mais ter informações vinculadas alteradas, sendo necessário criar uma nova chave caso haja necessidade de atualização.

É importante destacar que essas novas regras não alteram a forma como pessoas e empresas realizam ou recebem pagamentos via Pix. Elas são medidas operacionais voltadas ao aumento da segurança do sistema e ao combate a fraudes.

Limites para dispositivo não cadastrado

Desde novembro de 2024, passaram a valer novos limites do Pix para dispositivos não cadastrados, ou seja, caso você troque de celular ou computador e use esses equipamentos para realizar operações.

A medida vem trazer ainda mais segurança e diminuir as chances de golpes e fraudes. Com a nova regra, transações feitas por dispositivos eletrônicos não cadastrados não poderão ser maiores do que R$200, com limite diário de R$1.000. Para movimentações maiores, o dispositivo deverá ser cadastrado previamente pelo usuário.

Inicialmente, essa limitação também se aplicava às transações de devolução, impedindo que valores acima de R$200 fossem retornados ao pagador caso a operação fosse realizada em um dispositivo não cadastrado. No entanto, o Banco Central revisou essa regra e, desde então, liberou a devolução de qualquer valor, garantindo mais flexibilidade para os usuários sem comprometer a segurança do sistema.

Pix por Aproximação

Os pagamentos por aproximação com Pix foram lançados para trazer agilidade na hora aos pagamentos, dispensando a necessidade de abrir o aplicativo do banco para acessar o Pix. Com funcionamento semelhante aos dos cartões por aproximação, o Pix por Aproximação usa o Open Finance para permitir a inclusão dos pagamentos instantâneos em carteiras digitais, como o Google Pay, por exemplo. 

O Pix tem um aplicativo? Onde acho o aplicativo do Pix?

O Pix deve ser acessado pelo aplicativo da sua instituição financeira

O Pix não possui um aplicativo próprio e deve ser acessado diretamente pelo aplicativo de seu banco. Portanto, aqui vai a primeira dica de segurança no uso do Pix: você não precisa baixar nada no seu celular ou no computador para usá-lo. Para evitar tentativas de fraudes, descarte qualquer mensagem que receba pedindo para baixar ou instalar o Pix e não clique em links que peçam para fazer isso.

O Pix é seguro? Como funciona a segurança no Pix?

Sim, o Pix é seguro e utiliza tecnologia avançada, com mensagens assinadas digitalmente, que trafegam em um sistema protegido, apartado da internet, e de forma criptografada. Isso garante que as informações só são identificadas na ponta, por quem deve recebê-las.

O Pix possui diversas camadas de proteção: 

A primeira camada de segurança é dada pelas próprias instituições financeiras homologadas pelo Banco Central para participar do Pix. Somente elas podem cadastrar e ativar chaves no Pix. Aqui vale um lembrete: fique de olho, porque o Pix só acontece dentro do aplicativo ou internet banking da instituição na qual você já tem conta.

A segunda camada é a de validação dos seus dados. Na hora de fazer uma transação, você precisa dizer que você é você, autenticando sua identidade na instituição. Isso é feito por senha, token, reconhecimento facial, biometria ou outro meio que você já costuma usar para acessar sua conta bancária.

Já a terceira camada de proteção é a ativação da chave para realizar suas transações. Ao ativar a sua chave, é criado um código criptografado que só a sua instituição e o Banco Central reconhecem. E a transferência acontece de forma segura e rápida.

O Banco Central adicionou, ainda, uma camada extra de proteção para os dispositivos de acesso - sejam eles o celular ou o computador - usados para iniciar transações com o Pix (acima). Para dispositivos não cadastrados, as transações serão limitadas a R$200, com limite diário de R$1 mil. Para transações fora desses limites, o dispositivo de acesso deverá ter sido cadastrado previamente. Essa medida minimiza a probabilidade de fraudadores usarem dispositivos diferentes daqueles utilizados pelo cliente para gerenciar chaves e iniciar transações Pix.

Quem garante a segurança do Pix?

Todo o ecossistema financeiro, incluindo o Banco Central, que é responsável por sua implementação, e as instituições que cadastram seus clientes para que essa funcionalidade seja usada. Uma curiosidade que você talvez goste de saber: o Pix também tem a proposta de prevenir e dificultar atividades financeiras ilegais, contribuindo para a melhoria do sistema como um todo.

O que é a chave Pix e para que ela serve?

É um dado que identifica você, como se fosse um apelido. Pode ser seu CPF/CNPJ, número de celular, e-mail ou uma chave aleatória, não vinculada a seus dados pessoais, que é gerada no aplicativo ou site do seu banco.

A chave serve para que você não precise informar os seus dados toda vez que for fazer um pagamento ou receber dinheiro. Assim, na hora da transferência, você fornece apenas a chave que cadastrou (CPF, por exemplo).

Como cadastrar a chave Pix?

como cadastrar uma chave Pix

Entre no aplicativo ou site de sua instituição financeira e procure pela funcionalidade Pix. Lá, você pode cadastrar uma ou mais chaves de segurança e autorizar a instituição a reconhecer a entrada e a saída de dinheiro a partir dessas chaves. Pronto! Após esse primeiro cadastramento, você pode utilizar a sua chave para receber e transferir dinheiro.

Quantas chaves Pix eu posso cadastrar?

Você pode ativar até cinco chaves diferentes nas instituições com as quais você trabalha. Por exemplo, se quiser ativar uma chave com o seu e-mail, outra com seu número de telefone e outra com seu CPF, você pode!

Lembrando que o cadastro é sempre feito no ambiente oficial de seu banco. Há fraudadores que enviam links de páginas falsas de cadastro por SMS e WhatsApp. Não clique nesses links. Entre no aplicativo ou site de seu banco, como faz normalmente, e cadastre lá a sua chave.

Na hora de usar o Pix pode acontecer alguma fraude?

Para usar o Pix você deve entrar no site ou app da instituição financeira da qual você é cliente. Você não conseguirá usar o Pix sem se logar no site do seu banco e selecionar o serviço. Tenha isso em mente. O Pix é seguro dentro do site do seu banco. Ele usa as mesmas ferramentas de segurança que garantem outras atividades das instituições financeiras no ambiente digital e físico.

Algumas das questões de segurança em relação ao Pix e ao sistema financeiro como um todo estão relacionadas também à maneira como os usuários cuidam de seus dados pessoais. A gente traz algumas dicas para isso também. É o que você confere a seguir.

Paguei com o Pix e era golpe. E agora?

Caso você tenha contratado algum serviço ou feito alguma compra online, mas descobriu que se tratava de um golpe, é possível bloquear o pagamento feito pelo Pix e recuperar o seu dinheiro com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), lançado pelo Banco Central em 2024. 

Se você suspeita que sofreu uma fraude, registre um boletim de ocorrência e entre em contato com a instituição financeira que possui a chave Pix cadastrada. O banco irá bloquear o acesso ao pagamento e, caso a suspeita de golpe seja confirmada, o dinheiro é devolvido integralmente para você.  Saiba mais no vídeo abaixo!

Como protejo meus dados?

Não clique em links de propagandas que peçam seu cadastro em um site que não seja o do seu banco. Recebeu um convite para baixar o app do Pix? Fuja. Viu um anúncio na internet orientando sobre como instalar o Pix? Não clique. Essas são as tentativas mais comuns de capturar seus dados pessoais.

#DICA: Como transferir dinheiro ou pagar pelo Pix

Acesse o app do seu banco, digite sua senha eletrônica, localize e clique no Pix. Cada banco possui uma forma de mostrar as opções para usar o Pix, mas geralmente elas incluem:

  • Transferir: você pode digitar a chave Pix cadastrada pela pessoa que irá receber o dinheiro. Essa chave pode ser o número do telefone, o CPF ou outro dado que essa pessoa cadastrou no banco que ela usa. Você também pode optar por usar a opção “Pix Copia e Cola”, para colar o código da chave Pix de quem irá receber o dinheiro.
  • Pagar usando QR Code: siga as instruções e aponte a câmera do celular para o QR Code que deseja escanear. A leitura é automática. Em seguida, aparecem os dados da pessoa que irá receber; basta digitar o valor e, para finalizar, sua senha.

É possível, também, digitar manualmente os dados da conta de quem você quer pagar, caso a pessoa não tenha uma Chave Pix. O Pix pode, ainda, ser agendado para que o pagamento aconteça em uma data futura.

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Matéria originalmente publicada em 04/12/2020 e atualizada em 22/12/2025.