O escritor irlandês Oscar Wilde disse uma vez que, se você passar um tempo com os animais, “corre o risco de se tornar uma pessoa melhor”. Os bichos de estimação, de fato, despertam o melhor em nós, trazendo alegria para nossas vidas e para nossas famílias.
Verdadeiros companheiros, eles nos acompanham nas alegrias e nas horas mais difíceis. Sempre ali, do nosso lado. Não é à toa que, durante a pandemia, o número de adoções de animais cresceu 400%. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), 94,6% das pessoas acreditam que os bichinhos ajudam a reduzir o estresse e 97,5% afirmam que eles trazem felicidade.
Por outro lado, durante eventos extremos, como as chuvas que assolam o Rio Grande do Sul, o abandono de animais também cresce, principalmente em razão das dificuldades financeiras enfrentadas por muitas famílias. Isso porque os bichos de estimação necessitam de cuidados que podem pesar mensalmente no orçamento e, mesmo com preparo, é preciso ter consciência de que imprevistos acontecem. Por isso, a dica é pensar bem antes de decidir trazer um bichinho para casa.
Pensando nisso, preparamos esta matéria para ajudar você a entender todos os custos envolvidos ao assumir a responsabilidade de ter um pet. Trazemos algumas dicas, também, para você que já tem um bicho de estimação e quer cuidar bem do seu companheiro ficando com o bolso em dia.
Pets: exigências de tempo, espaço e custo
Segundo a Abinpet e o Instituto Pet Brasil (IPB), no Brasil temos 167,6 milhões de pets, sendo 67,8 milhões de cães e 33,6 milhões de gatos. Ainda que muito carinhosos, cães exigem tempo e dedicação diária, já que precisam de exercícios e passeios, enquanto a mudança de casa ou ambiente pode ser estressante para os felinos, levando a problemas de comportamento e necessitando de uma paciência especial durante essa adaptação. É aí que você pode pensar sobre outras possibilidades.
Apesar de ainda serem menos populares, outros bichinhos menos convencionais podem trazer muitos benefícios. Peixes, por exemplo, são aliados de crianças com TEA, já as calopsitas têm sido usadas para tratamento de crianças com Síndrome de Down. Esses são animais que às vezes exigem um investimento maior num primeiro momento, mas que a longo prazo podem ser mais tranquilos de cuidar do que outros.
1. Cachorros
O cachorro é o pet mais popular no Brasil, mas também um dos que mais exige tempo e dedicação. Ele precisa de passeios diários, atenção constante, socialização e estímulos físicos e mentais. Os custos mensais incluem ração, vacinas, vermífugo, higiene, atendimento veterinário, adestramento e possíveis imprevistos, somando em média R$430 por mês. Isso equivale a cerca de R$5.160 por ano. A grande vantagem é a companhia leal e afetuosa, adequada a pessoas ativas e famílias. A desvantagem é que cães demandam tempo e não se adaptam bem à solidão ou espaços muito pequenos e sem estímulo.
2. Gatos
Mais independentes, os gatos se adaptam bem a apartamentos e não precisam de passeios. No entanto, exigem uma caixa de areia sempre limpa, arranhadores e locais para se esconder. O custo mensal gira em torno de R$260, incluindo ração, areia, consultas de rotina e vermifugação, totalizando cerca de R$3.100 por ano. Entre as vantagens estão o baixo nível de manutenção e o afeto tranquilo. Como desvantagem, alguns gatos são mais seletivos no carinho e sensíveis a mudanças de ambiente.
3. Coelhos
Coelhos são dóceis, silenciosos e podem ser treinados para usar bandeja sanitária. Precisam de uma gaiola espaçosa, feno à vontade, pellets de ração específicos e acompanhamento veterinário especializado. O custo inicial é mais alto, pois a gaiola e os acessórios (comedouro, bebedouro, cama, brinquedos, etc.) ficam aí na faixa de R$100 a R$500. O custo mensal com o animal é de aproximadamente R$55, somando R$660 ao ano. Coelhos são ótimos para espaços pequenos, mas não devem ser manuseados por crianças sem supervisão. A desvantagem é que podem roer fios e objetos mal guardados e necessitam de limpeza constante da gaiola.
4. Hamster
Hamsters são uma opção prática para quem deseja um pet de pequeno porte e manutenção simples. Vivem bem em gaiolas com brinquedos e se alimentam de ração própria e pequenas frutas. Com custo mensal semelhante ao dos coelhos (R$55 - R$660 ao ano). A vantagem é o pouco espaço necessário, já a desvantagem é que são noturnos, vivem pouco (2 a 3 anos) e não desenvolvem laços afetivos profundos com os tutores.
5. Porquinho da índia
O porquinho-da-índia é um pet dócil, sociável e fácil de cuidar, é adequado para quem mora em apartamento e busca um animal de pequeno porte. Vive bem em pares ou grupos, por isso é recomendado ter mais de um. Precisa de uma gaiola espaçosa, com feno à vontade, abrigo, brinquedos e forração adequada. A alimentação é baseada em ração específica, feno, legumes e vitamina C (suplementada diariamente).
O investimento inicial gira em torno de R$200 a R$400, incluindo gaiola e acessórios. Já os custos mensais variam entre R$50 e R$80. Entre as vantagens, estão o comportamento calmo e a facilidade de convivência. Como desvantagem, há a produção de fezes frequentes e a necessidade de limpeza constante do ambiente.
6. Calopsita, periquito e papagaio
Aves como calopsitas, periquitos e papagaios são boas companhias para quem busca interação e inteligência em um pet. São capazes de aprender assobios, palavras e até truques simples. No entanto, exigem atenção diária, socialização e estímulos constantes para evitar o tédio e problemas comportamentais.
Essas aves precisam de gaiolas amplas, com poleiros, brinquedos e espaço para voos supervisionados fora da gaiola. A alimentação inclui sementes específicas, frutas, verduras e suplementos vitamínicos. Os custos mensais são baixos, em torno de R$100, mas o investimento inicial com a gaiola e acessórios pode variar de R$150 a R$400, dependendo do porte da ave.
A vantagem é a capacidade de interação e afeto. Por outro lado, o barulho (especialmente em espécies maiores) e a necessidade de estímulos diários podem ser desafiadores para tutores com menos tempo disponível. Algumas aves também vivem por mais de 20 anos, portanto, é preciso se planejar.
7. Peixes ornamentais
Peixes são uma opção para quem tem pouco tempo e busca um animal tranquilo. No entanto, o investimento inicial é alto: aquário, filtro, termostato e testes de água. Depois, o custo mensal gira em torno de R$66 (R$ 792/ano), com ração, luz e reposição de água e filtros. A vantagem está no efeito calmante e na estética. A desvantagem é que eles não interagem com o tutor e exigem atenção técnica à qualidade da água.
8. Tartaruga-tigre-d’água
As tartarugas aquáticas são silenciosas, têm vida longa e exigem cuidados específicos: aquaterrário, aquecimento, lâmpada UV e ração adequada. O custo mensal fica em torno de R$15 (R$180 por ano), mas o investimento inicial pode passar de R$300. São uma alternativa para quem gosta de observar mais do que interagir. A vantagem é a baixa manutenção no dia a dia; a desvantagem está nas exigências ambientais, que precisam ser cumpridas à risca, e à garantia de legalidade da posse, já que boa parte das espécies são controladas pelo Ibama e só devem ser compradas ou adotadas em criadouros legalizados.
9. Lagartos domésticos
Com sua aparência única e comportamento silencioso, esses animais atraem tutores que buscam algo diferente dos tradicionais cães e gatos, seja pela falta de tempo para o cuidado, seja por alergia à pelagem de outros animais ou, simplesmente, por serem exóticos.
Entre as vantagens está a baixa demanda por cuidados diários: lagartos não precisam de passeios, são silenciosos e, em muitas espécies, a alimentação é simples, sendo à base de insetos, vegetais ou frutas. Esse custo mensal com alimentação gira em torno de R$80 a R$150, dependendo da espécie e da região. Ainda assim, exigem um ambiente bem planejado, com terrário adequado, iluminação específica (como lâmpadas UVB), temperatura controlada e acompanhamento veterinário especializado em animais silvestres.
O Gecko-leopardo (valor de R$1.200 a R$2.100) é ótimo para iniciantes. Ele é pequeno, fácil de cuidar e pode ser manuseado. Alimenta-se de insetos e é noturno. A Iguana, por outro lado, pode exigir um investimento e manutenção bem mais altos. Esses répteis são espécies silvestres regulamentadas pelo Ibama e só podem ser adquiridos legalmente, em criadouros autorizados.
10. Tarântula
Sim, existem várias espécies de tarântulas domésticas e você pode escolher entre arborícolas ou terrestres. Mas se é iniciante, o ideal é começar pelas terrestres, que têm movimentos mais lentos e são mais fáceis de manejar. Já as arborícolas são mais ágeis e exigem mais experiência. A tarântula é um animal silvestre e só pode ser adquirida legalmente, com autorização do Ibama. O Reserva Dracaena é atualmente o único criadouro regulamentado no Brasil para a venda responsável desses animais.
O investimento inicial pode ser alto, mas a manutenção é simples. Um terrário básico custa menos de R$50, enquanto versões mais completas com decoração e equipamentos chegam a R$300. O substrato (fibra de coco, terra vegetal, etc.) custa entre R$5 e R$20 por litro. A decoração vai de R$20 a R$100, e os equipamentos essenciais (aquecedor, termômetro, luz UV) ficam entre R$50 e R$200. Já a alimentação com insetos vivos custa de R$10 a R$50 por semana. Pouco interativas, as tarântulas são pets silenciosos e noturnos, uma alternativa para quem prefere observar e aprender com o comportamento do animal.
Independente de qual seu pet ideal, ter um animalzinho é um compromisso por vários anos, isso significa que deve ser uma escolha consciente e cuidadosa.
Quanto custa manter um pet?
Os custos para manter um pet variam bastante conforme a espécie, o estilo de vida da família e o tipo de cuidados exigidos por cada animal. Além dos custos fixos mensais, vale lembrar que os pets também geram despesas extras em ocasiões como viagens, adoecimentos, velhice, vacinas regulares, entre outras necessidades. A seguir, detalhamos os principais gastos com os bichinhos mais populares.
Alimentação
Os gastos com ração e alimentos variam de acordo com o porte e a raça do animal. Considere também que os preços mudam de estabelecimento para estabelecimento, então, vale a pena pesquisar.
Para cães de porte médio, por exemplo, um saco de 15 kg de ração custa atualmente entre R$100 e R$200 e costuma durar cerca de um mês. Já para gatos, rações de qualidade variam entre R$25 e R$50 o quilo. Pets exóticos, como répteis e aves, podem ter dietas específicas que incluem frutas frescas, vegetais, insetos vivos ou sementes, com custos mensais que podem variar de R$30 a R$150.
A principal diferença entre os tipos de ração está na composição nutricional. As versões standard são mais simples e econômicas, mas menos completas. Já as premium e super premium oferecem maior qualidade de ingredientes e equilíbrio de nutrientes, o que pode trazer benefícios à saúde do animal no longo prazo. As rações também variam quanto à apresentação: há opções secas, úmidas e até naturais ou livres de grãos, cada uma com suas vantagens dependendo das necessidades do pet.
Escolher a ração envolve avaliar tanto o perfil do animal quanto o custo-benefício para o tutor. A dica é consultar um veterinário antes de trocar a alimentação do seu pet.
Saúde
Assim como nós, os bichinhos também podem adoecer ou sofrer acidentes e precisam de cuidados médicos. Portanto, é importante considerar no orçamento consultas regulares ao veterinário, vacinas, medicamentos, antipulgas e vermífugos. Consultas pontuais em clínicas costumam variar entre R$150 e R$300, dependendo da cidade e do estilo do consultório.
Uma alternativa que vem ganhando popularidade são os planos de saúde pet, que têm valores mensais que variam de R$40 a R$350, conforme o tipo de cobertura oferecida. Há desde opções básicas, que incluem consultas, exames e pequenos procedimentos, até planos completos, com direito a internações, cirurgias, vacinas, fisioterapia, atendimento domiciliar e check-ups regulares. Embora representem um custo fixo, esses planos podem gerar economia no longo prazo, especialmente diante de imprevistos.
Cães e gatos precisam ser imunizados contra doenças como raiva, cinomose, leptospirose e panleucopenia. A vacinação anual com a V10 (para cães) ou V4 (para gatos) custa entre R$150 e R$350. Vale lembrar que muitas cidades brasileiras possuem Centros de Controle de Zoonoses, que oferecem serviços gratuitos de castração de cães e gatos e vacinação, também gratuita, contra a raiva. Além disso, unidades de medicina veterinária ligadas às universidades públicas e privadas mantêm serviços de consultas, exames e cirurgias por um preço mais em conta do que o cobrado pelas clínicas privadas.
Por fim, para garantir a saúde de seu bichinho, é necessário investir também em antipulgas e vermífugos de usos recorrentes, com preços que variam entre R$50 e R$350 (valor que costuma cobrir de dois a quatro meses de proteção), conforme o produto e o porte do animal.
Higiene
Uma boa opção para economizar é dar banho em casa. Produtos como shampoos, areia sanitária, escovas ou filtros para aquários geram um custo adicional mensal de R$30 a R$100. Antes, porém, busque um tutorial na internet, pois a higiene em casa pode reduzir despesas, mas exige atenção para evitar problemas de pele ou ouvido – e você irá gastar mais com medicamentos do que com o banho.
Castração
No caso de cães e gatos, castrar é a melhor maneira de evitar que eles tenham crias e você tenha ainda mais gastos com os filhotinhos. Além disso, a castração é defendida por alguns especialistas como uma maneira de reduzir o número de animais abandonados ou mesmo proteger contra comportamentos indesejados, como a marcação de territórios. É possível conseguir uma esterilização gratuita, por meio de ações públicas de ONGs e centros de zoonoses das prefeituras, mas caso você opte por castrar seu pet em clínicas, o custo pode variar entre R$400 e R$1.200.
Como economizar cuidando bem do seu bicho
Como vimos, os bichinhos de estimação trazem consigo diversos custos, que devem ser considerados no seu orçamento mensal. Mas se você já tem um pet, saiba que é possível economizar cuidando bem do animal.
1. Brinquedos caseiros e enriquecimento ambiental
Para não sair comprando coisas novas sempre, saiba que rolinhos de papel higiênico, garrafas PET furadas com petiscos dentro, caixas de papelão e varinhas criadas com barbante são brinquedos baratos que estimulam o comportamento natural dos pets. Alternar os brinquedos semanalmente cria novidades no ambiente sem custos extras, pois você não precisa ficar comprando novos. Além disso, recompensas caseiras, como pedaços de cenoura ou banana, substituem petiscos caros e são ainda mais saudáveis.
2. Usando a internet a favor da sua rotina
Outro gasto comum com quem tem cães é o adestramento, mas para economizar em casos mais básicos, canais no YouTube como o Cão em Foco e o Meus Animais explicam com zelo como ensinar comandos e lidar com latidos ou xixis fora do lugar. Também existem alguns aplicativos que nos ajudam a pesquisar e comparar valores para petshops, produtos, transporte ou cuidados:
- Use apps como 11Pets para organizar lembretes de vacina, banho e consultas.
- Petlove é uma Petshop online com mais de 15 mil produtos, plano de saúde pet (a partir de R$ 19,90/mês), serviços como veterinária online, hospedagem e pet sitter.
- A Dogo oferece programas personalizados de treinamento para cães (adultos ou filhotes).
- Canais como Relax My Dog/Cat no YouTube ajudam a reduzir a ansiedade com sons graves e calmantes.
- PetDriver é um aplicativo de transporte especializado para levar seu pet com segurança.
- O Apeixonado Aquarismo é um aplicativo especializado em peixes ornamentais e cuidados com aquários.
- Guia PetFriendly ajuda a buscar e pesquisar locais pet friendly como restaurantes, parques e outros.
3. Prevenção e planejamento financeiro
Reserve um "colchão financeiro" para o pet: a recomendação é guardar entre R$1.000 a R$2.000 ao ano para emergências veterinárias ou imprevistos. Considere a inclusão do pet no seu orçamento: se juntar 10 % a 20 % de seus custos fixos mensais para criar uma reserva de emergência pessoal, seu pet deverá estar contemplado nesse valor geral. E se você não sabe por onde começar a se organizar, nosso guia de reserva financeira pode te ajudar.
4. Economize em higiene e estética
Aprender a dar banho, limpar ouvidos e aparar unhas pode te ajudar a economizar um dinheirinho e a criar mais afinidade com seu bichinho. Procure tutoriais confiáveis pois, além de ser um cuidado delicado, produtos próprios para pets (shampoos, escovas, areia, etc) rendem mais se utilizados corretamente e isso pode cortar custos por até 30%.
<h3> 5. Compartilhe serviços com amigos ou vizinhos<h3>
Fazer “dupla” de passeios entre vizinhos reduz gastos com passeador, por exemplo. E se você puder cuidar do pet de um vizinho ou amigo enquanto ele viaja, pode pedir o mesmo depois. Outra dica é comprar em atacado com conhecidos ou compartilhar acessórios e ração sempre que possível.
Adoção responsável: o que você precisa saber antes de trazer um pet para casa
Para garantir que os animais sejam acolhidos por tutores preparados, muitas ONGs aplicam formulários detalhados, avaliando a rotina e o perfil do interessado. O objetivo é assegurar que o ambiente e os cuidados oferecidos estejam alinhados com as necessidades do animal. Também é possível procurar por feiras de adoção na sua cidade ou participar de grupos e fóruns em redes sociais, como o Facebook, onde ONGs e protetores independentes divulgam pets que buscam um lar. Outra opção é a plataforma Hyppet, que conecta tutores e pets para adoção de forma responsável, permitindo encontrar animais disponíveis na sua região.
Durante esse processo, é importante atentar-se a alguns mitos. Por exemplo: “Animais que sofreram maus-tratos são agressivos?”. Nem sempre. Em muitos casos, a agressividade é uma forma de defesa, fruto do medo ou do trauma vivido. Com paciência e, se for um caso mais grave, com a ajuda de um adestrador ou especialista em comportamento, é possível criar um vínculo de confiança e carinho.
Outro mito é que todo animal disponível para adoção já está castrado. Muitas ONGs castram os animais antes da adoção, mas quando isso não é possível, elas costumam ajudar o tutor com procedimentos de baixo custo ou parcerias com clínicas.
E a dúvida entre adotar um filhote ou um adulto? Isso depende da sua rotina, do tempo disponível para treinar o pet e do que você espera da convivência. Filhotes exigem mais atenção e cuidados no início, enquanto animais adultos (inclusive idosos) muitas vezes já estão socializados e esperam há anos por uma chance em um lar. O mais importante é que você esteja disposto a oferecer qualidade de vida, independente da idade do pet.
Cuidados na guarda compartilhada
Como vimos, ter um animal de estimação exige responsabilidade. A maioria deles vive por pelo menos dez anos, então, lembre-se: é um compromisso de longo prazo. A rotina de cuidados e os custos têm levado muitas pessoas que adotaram juntas, mas se separaram, a optarem pela guarda compartilhada. Nesse modelo, as despesas e os cuidados com o animalzinho são divididos entre duas famílias.
Para funcionar bem, o ideal é que as partes façam combinados com relação aos custos e à divisão de tempo com o pet. O mais importante é o bem-estar do animal. Confira algumas dicas para que ele se acostume melhor com a situação:
- Ofereça a mesma ração em ambas as casas, para evitar problemas gastrointestinais.
- Defina as regras e rotinas previamente, para que ambas as partes as sigam, evitando que o bichinho fique confuso e tenha problemas comportamentais.
- Combine de levar o pet na mesma clínica ou veterinário, contribuindo para que ele se sinta mais seguro.
- Se possível, mantenha o animal de estimação com a mesma caminha e brinquedos: isso o ajudará a ficar mais confortável.
Por fim, não custa reforçar: ter um pet é assumir um compromisso real com outra vida. E isso vai muito além do afeto: envolve escolhas conscientes, preparo financeiro e adaptação da rotina. Mas, para quem está disposto a cuidar com responsabilidade, os vínculos que se criam são únicos e transformam o cotidiano em algo muito mais leve, divertido e cheio de sentido.






