Diversão garantida com custo zero

20 brincadeiras de antigamente que garantem a alegria da criançada e custam quase nada

11 de outubro de 2020

Diversão garantida com custo zero

20 brincadeiras de antigamente que garantem a alegria da criançada e custam quase nada

Quem atravessou a pandemia com crianças em casa sabe que é preciso muita criatividade e imaginação para dar conta de tanta energia. Deixar as crianças grudadas na tela o tempo todo pode não ser uma opção: muitos estudos e pesquisas têm comprovado que o excesso de horas no celular, TV e computador pode alterar as funções cerebrais e agravar ainda mais a irritabilidade e a falta de foco e de atenção. Além disso, a publicidade frequente nos meios digitais pode incentivar o consumismo, gerar frustrações e sentimentos de inferioridade nos pequenos.

Por isso, a dica de hoje é proporcionar momentos de diversão longe das telas. Inspirados nas brincadeiras de antigamente, que eram recheadas de fantasia e custavam quase nada, preparamos 20 dicas que podem inspirar você a manter as crianças entretidas, sem pesar no bolso. É diversão garantida para as crianças – e também para os adultos que resolverem entrar no jogo.

Material: corda

Como brincar: Se a criança estiver sozinha, pode segurar cada ponta da corda com uma mão e girar a corda em arco em volta do corpo, passando por cima da cabeça e pulando a corda quando a mesma encosta no chão. Se houver três ou mais crianças, duas seguram a corda (uma em cada ponta) e uma fica no meio. Quem está segurando a corda faz giros circulares, enquanto a que está no meio salta toda a vez que a corda bate no chão. As crianças podem se revezar na atividade. Atenção: brincadeiras de corda devem ser supervisionadas em caso de crianças pequenas, com menos de 6 anos, para evitar acidentes.

Materiais: 1 colher de sopa para cada participante | 1 bola de pingue-pongue, ovo cozido ou limão por participante | fita adesiva

Como brincar: Colar a fita adesiva no chão, marcando os pontos de partida e de chegada. Se não tiver fita adesiva, use qualquer objeto para marcar os pontos. Antes da linha de partida, os participantes, alinhados lado a lado, seguram a colher pelo cabo, na posição horizontal, com o objeto esférico sobre ela. Alguém faz a contagem regressiva (3, 2, 1...) e, quando é dada a largada, os participantes saem caminhando rápido ou correndo, segurando a colher com o objeto esférico em cima. Ganha quem chegar primeiro à linha de chegada sem derrubar o objeto esférico. Quem derruba, deve voltar ao início e recomeçar.

Materiais: Fronhas, sacolas ou sacos de tecido/fio | fita adesiva

Como brincar: Delimitar os pontos de partida e de chegada com fita adesiva ou outro objeto. As crianças ficam alinhadas na partida e, após a contagem regressiva, é dada a largada. Segurando as bordas do saco, sacola ou fronha com as mãos, as crianças vão saltando até a linha de chegada. Ganha quem cruzar a linha primeiro.

Materiais: Giz | pedrinhas ou tampinhas plásticas

Como brincar: Use o giz para desenhar a amarelinha no chão, sinalizando o céu no topo (chegada) e os números de 1 a 7 intercalados (um número em uma linha e dois na linha seguinte), até chegar ao céu. Nas casas 1, 4 e 7, que estão em linhas com só um número, a criança pula com um pé só. Já nas duplas de casas 2 e 3, 5 e 6, a criança pisa com os dois pés. Cada jogador precisa de uma pedrinha ou tampinha. Quem começa joga a pedrinha na casa marcada com o número 1 e vai pulando de casa em casa, até o céu. Quando chega no céu, o jogador vira e volta pulando da mesma forma. O mesmo jogador joga a pedrinha na casa 2, e assim por diante. Perde a vez quem pisar nas linhas do jogo, pisar na casa onde estiver a pedrinha, não acertar a pedrinha na casa onde ela deve cair, ou esquecer (ou não conseguir) de pegar a pedrinha na volta. Ganha o jogo quem terminar de pular todas as casas primeiro.

Materiais: Fita ou retalho de pano suficiente para vendar os olhos de um dos participantes

Como brincar: Um dos participantes, de olhos vendados, vai tateando o ar. O objetivo é agarrar pelo menos uma outra criança que está na brincadeira. Quem for pego será aquele que ficará de olhos vendados, e assim por diante. Quem está de olhos vendados pode falar “cabra cega” e os outros podem emitir algum som, para dar pista de onde estão. Atenção: essa brincadeira exige cuidado com quinas e objetos que possam estar pelo chão, para que quem esteja com os olhos vendados não se machuque.

Materiais: 1 peteca (veja como fazer você mesmo)

Como brincar: Os jogadores ficam em círculo ou um de frente para o outro, no caso de serem só dois. Um participante é sorteado para iniciar, e joga a peteca para o alto, segurando-a peteca com uma mão e dando um tapa de baixo para cima com a outra. Os jogadores se divertem, tentando evitar de deixar a peteca cair.

Faça você mesmo: Usando uma sacola plástica de supermercado, folhas de jornal ou revista, uma tesoura e, se quiser, também um pedaço de tecido ou papel colorido, você pode produzir a própria peteca. A confecção já faz parte da brincadeira. Estique a sacola em cima de uma superfície, corte as alças, o fundo da sacola e as laterais. Dobre a parte que sobrou em dois pedaços iguais e corte ao meio, colocando um sobreposto ao outro. Pegue 3 ou 4 folhas de jornal, amasse bastante, abrindo e fechando as folhas para amolecer, moldando em formato de peteca. Coloque a bola no meio da sacola, junte as pontas do plástico, como se fosse um ovo de Páscoa, torça e faça um nó usando uma das alças da sacola que foi cortada para amarrar. Se quiser enfeitar, pode colocar por fora outra folha colorida ou pedaço de pano, repita o que fez com a sacola, torça e utilize a outra alça da sacola para dar o nó.

Materiais: 5 saquinhos (podem ser confeccionados com tecido, enchimento de areia, farinha ou grãos) ou pedrinhas ou bolinhas de gude

Como brincar: Os saquinhos são jogados sobre uma superfície ou no chão. O jogador pega um deles sem tocar nos outros; joga para o alto o saquinho escolhido e, com a mesma mão, pega outro, cuidando para não encostar nos demais e sem deixar cair no chão. Repete o mesmo para cada um dos outros três saquinhos. Pode também começar de novo, pegar um sem tocar nos demais e repetir a etapa anterior, só que pegando de dois em dois saquinhos; e por fim os quatro de uma só vez e em seguida o saquinho que estava no ar, sem deixar cair nenhum. Na última etapa, joga os cinco saquinhos no chão, pega um sem tocar nos demais; com a outra mão, forma um túnel, por onde os quatro saquinhos que restam devem ser passados, cada um de uma vez, enquanto o saquinho que foi lançado ainda estiver no ar. Passa a vez para outro o participante. Vence quem passar todas as fases propostas acima.

Materiais: 2 xícaras de farinha de trigo | ½ xícara de sal | 180 ml de água | ½ pacote de suco em pó ou gelatina em pó | ½ colher de sopa de óleo | pote para misturar | colher

Como brincar: A brincadeira já começa com a preparação da massinha. Coloque todos os ingredientes secos no pote e misture-os com a ajuda da colher. Acrescente aos poucos a água e o óleo. Mexa até ficar uma massa homogênea que desgrude das mãos. A massinha servirá para modelar o que a imaginação criar. Essa brincadeira ajuda na concentração e desperta a criatividade da criança. Podem ser feitas massinhas de diferentes cores.

Materiais: 1 pacote de argila (vendido em papelarias ou floriculturas) | 1 pote | água suficiente para cobrir | pano para limpar as mãos | plástico para cobrir o local onde a argila será trabalhada (mesa ou chão)

Como brincar: Primeiro, prepare a argila, colocando um pedaço de argila em um pote e mantendo-a imersa em água por mais ou menos 10 minutos. Enquanto espera, recomenda-se forrar o espaço – a mesa e, se for dentro de casa, também o chão. Vá testando para ver quando a argila estiver maleável para ser trabalhada, nem muito mole, nem muito dura. Depois de preparada, a diversão será criar e produzir casinhas, carros, animais, nuvens, pessoas e o que mais a imaginação criar. Essa brincadeira ajuda na concentração, desperta a criatividade e ajuda as crianças a trabalharem os próprios sentimentos.

Materiais: Não há

Como brincar: Para essa brincadeira, é preciso pelo menos dois participantes. Um de cada vez, o participante fala a frase “Seu mestre mandou...” e aí passa alguma tarefa, que pode ser o outro imitar um bicho, segui-lo, fazer mímica, cantar uma música, dar um pulo, correr em volta da mesa, pular em um pé só, andar como um zumbi, fazer careta, dançar, girar que nem pião, ou o que mais a criatividade mandar. Após a tarefa, é a vez do(s) outro(s) participantes, que vão, de forma intercalada, repetindo a frase e designando a tarefa.

Materiais: 1 lençol | 2 cadeiras ou mais

Como brincar: Posicionar as cadeiras com uma distância razoável (e possível) entre elas. Estender o lençol sobre elas, de forma que a(s) criança(s) possa(m) entrar na cabana. Os pequenos podem usar a cabana como espaço onde podem soltar a imaginação, levando brinquedos, bonecas e o que mais a criatividade permitir.

Material: Corda

Como brincar: Duas equipes (pode ser de uma ou mais pessoas, cada uma) puxam a corda em direções opostas, tentando a força. Ganha o time que conseguir puxar totalmente a corda e trazer junto os adversários, ou fazê-los desistir. Atenção: É preciso tomar cuidado com quem estiver atrás de cada uma das equipes, evitando pontas de móveis ou objetos que possam machucar, pois se um dos times soltar a corda de repente, os componentes do outro grupo podem ir com força para trás.

Materiais: 1 anel ou outro objeto que caiba na palma da mão, como bola de gude ou pedaço de papel amassado, por exemplo

Como brincar: Um dos participantes é escolhido para passar o anel. Os outros ficam sentados em roda ou em pé, um ao lado do outro, com as mãos unidas em formato de concha fechada, porém, entreabertas. Quem estiver com o anel também fica com as mãos juntas em formato de concha fechada, com o anel entre as mãos. Ele deve passar suas mãos unidas dentro das mãos unidas dos demais participantes, e, discretamente, soltar o anel na mão do participante que escolher, sem deixar que os demais percebam. Passar pelo menos mais uma vez na fila inteira, para que os demais não desconfiem com quem está o anel. Depois, o participante que passou o anel deve escolher outro, além do que está com o anel, para adivinhar com quem está. Se o participante acertar com quem está, será a vez de quem adivinhou passar o anel. Se errar, fica fora do jogo até acabar a rodada. A brincadeira pode ser acompanhada por música cantada por todos enquanto estiverem passando o anel.

Atenção: Em tempos de pandemia, a recomendação é que essa brincadeira seja feita com os devidos cuidados, ou entre crianças que já convivem entre si, com a devida higienização prévia e posterior das mãos.

Materiais: Cadeiras (de acordo com a quantidade de participantes) e música

Como brincar: Preparar as cadeiras em círculo ou em duas fileiras, uma de costas para a outra, deixando uma a menos do que o número de participantes. Alguém que não está na roda coloca uma música. Quando a música começa, as crianças vão andando em volta das cadeiras. Quando a música para, todos devem sentar. Como tem uma cadeira a menos, um ficará sem sentar até a rodada terminar. Antes de reiniciar a música, tirar outra  cadeira, para que fique sempre uma a menos do que o número de participantes. Repetir sucessivamente, até sobrar apenas uma cadeira e dois participantes. Ganha quem conseguir sentar na última cadeira.

Materiais: Objetos onde a criança possa subir, como toalhas e/ou cobertores dobrados, colchonetes, almofadas, ou o próprio sofá da casa

Como brincar: Dispor os objetos escolhidos pelo chão, com espaço entre eles. A brincadeira começa com os participantes se deslocando no espaço entre os objetos, o que pode ocorrer em velocidades diferentes. Você ou algum dos participantes pode ser designado para emitir o comando “o chão é lava em 5, 4, 3, 2, 1”. Quando chegar no um, todos os participantes já devem ter subido em algum objeto. Se a criança não souber o que é lava, explique que é um líquido muito quente que sai dos vulcões e que pode derreter o que estiver no seu caminho. Assim, elas percebem a urgência de escapar, e a brincadeira fica ainda mais divertida. Enquanto estiverem circulando, antes do comando, podem cantar uma música ou falar em voz alta um enredo sobre como o vulcão está se preparando para entrar em erupção, ou verbalizando ações e possíveis atividades que os participantes devem fazer enquanto circulam. Exemplo: “dançando, dançando, bem devagarzinho... o chão é lava em...”. Podem ainda ser criadas rotas de fuga, locais que são abrigos, entre outros. As crianças pode ajudam na definição de regras adicionais.

Atenção: As crianças se empolgam com a brincadeira, então, para evitar possíveis acidentes ou riscos de queda, delimite previamente quais lugares/móveis podem ou não ser usados para subir, dependendo do espaço e da decoração dos ambientes fechados ou externos.

Materiais: Não há

Como brincar: O jogo é muito conhecido e envolve dois tipos de participantes – o pegador (gato) e os que devem fugir correndo (ratos) para não serem apanhados por meio de um toque. Quem for tocado vira o pegador automaticamente.

Materiais: Não há

Como brincar: Um dos participantes é escolhido para ser o “pegue”, que fica com os olhos fechados e com o rosto voltado para o ponto de partida, que pode ser uma parede ou uma árvore, por exemplo, contando até um determinado número definido previamente pelo grupo. Enquanto ele conta, os demais se escondem. Ao sair em busca dos demais participantes, o “pegue” pode falar “pronto ou não, lá vou eu!”. Para se salvar, cada participante que se escondeu precisa retornar ao ponto de partida e bater ali com uma das mãos, dizendo a frase “1, 2, 3 (e falar o próprio nome)”. O último a ser pego substitui o “pegue” na próxima rodada. Se o último a ser encontrado conseguir chegar ao ponto de partida e bater, ele tem a opção de salvar todos os demais, dizendo, por exemplo, “fulano (o próprio nome) salva o mundo” ou “salvo todos”. Neste caso, o “pegue” repete a contagem.

Materiais: Não há

Como brincar: Esse é um jogo de mãos recreativo que pode ser feito com dois ou mais participantes. Esse jogo é formado por três sinais básicos feitos com uma das mãos. A mão fechada representa a pedra; a mão aberta, papel; e a mão com os dedos indicador e médio para cima e os demais fechados, a tesoura. O jogo começa na sorte, com cada jogador batendo a mão fechada na palma da sua outra mão espalmada, enquanto todos repetem em voz alta “pedra, papel, tesoura”.  Assim que terminam de falar, precisam apresentar aos demais uma das três posições de mão que foi escolhida para aquela rodada. A pedra quebra a tesoura (então o jogador que fez o sinal da pedra ganha de quem fez o sinal de tesoura. Nessa mesma lógica, a tesoura corta o papel; e o papel enrola a pedra. Se for repetida seguidamente pelos mesmos participantes, o jogo permite que adversários identifiquem padrões de comportamento uns dos outros, buscando reconhecer e explorar qual posição de mãos o oponente vai escolher. Isso ajuda a desenvolver o raciocínio lógico.

Materiais: Bola de vôlei ou de borracha, de tamanho médio

Como brincar: Esse jogo é um esporte coletivo, mas também é muito usado como brincadeira infantil dentro e fora das escolas. Os participantes devem se dividir em dois times. O objetivo de cada equipe é “eliminar” os oponentes do time adversário, acertando-os com a bola. Pode haver uma marcação por tempo também, onde ganha quem tiver acertado o maior número de oponentes, também chamados de “prisioneiros”. Enquanto alguém de um time arremessa a bola, os demais do time oponente devem fugir ou se esquivar, evitando ser atingidos. A área da brincadeira deve ser previamente delimitada pelo grupo e cada time fica de um lado dessa área.  O ideal é que o terreno seja plano. O tamanho da área pode variar, dependendo do número de participantes, mas quanto mais integrantes, mais divertido. Vence o grupo que fizer o maior número de “prisioneiros” do time adversário. Nesse jogo, são desenvolvidas habilidades de movimento, cooperação e agilidade.

Materiais: Folhas de papel | Lápis ou canetas

Como brincar: Cada participante desenha colunas nas folhas e, em cada uma, coloca determinado tema ou categoria, que será definido por todos. Os mais populares são os relacionados a nomes de pessoas, frutas, alimentos, animais, objetos, carros, CEP (cidades, estados e países), filmes, profissão, cores, esportes, instrumentos musicais, entre outros. A escolha pode ser feita considerando a idade dos participantes.  Crianças ainda não alfabetizadas precisarão de apoio de alguém que já saiba ler e escrever.

Definidas as categorias a serem nomeadas, todos os participantes preenchem suas folhas da mesma maneira, com uma categoria por coluna. Pode-se escolher um participante para soletrar o alfabeto mentalmente, até alguém falar “stop”, e o que estava soletrando dizer em que letra parou. Outra forma de contar é pedir que os participantes, todos ao mesmo tempo, apresentem quantos dedos das mãos quiserem. Se, por exemplo, o jogo tiver três participantes e cada um apresentar um dedo, soma-se os dedos e verifica-se a letra do alfabeto correspondente (neste caso, a letra seria C, considerando que A=1, B=2, C=3 e assim por diante). Cada linha corresponderá a uma letra, definida sempre na forma escolhida de contagem.

O objetivo da brincadeira é preencher todas as categorias ou temas da mesma linha com a mesma letra. Ganha quem conseguir preencher a tabela (colunas e linhas) mais rapidamente. O jogo ajuda a trabalhar o vocabulário, desenvolve a concentração e trabalha a memória.