Como se planejar para tirar o melhor proveito do 13º salário

Dinheiro extra pode ajudar a dar um respiro nas contas no final do ano, mas é preciso evitar gastos por impulso

11 de novembro de 2021 5 min. leitura

Com o final do ano se aproximando, já esperamos a chegada daqueles companheiros tradicionais de todo dezembro: os panettones no supermercado, as decorações de Natal nos vizinhos e o 13º salário na conta. O dinheiro extra é sempre muito bem-vindo, especialmente quando ainda não conseguimos montar uma boa reserva de emergência

Afinal, ter um respiro nas finanças após 12 meses de muito trabalho é uma ótima forma de se encerrar o ano. Porém, é preciso ficar atento aos gastos por impulso, uma vez que as lojas se tornam ainda mais chamativas nesta época para fisgar clientes para as compras de Natal e outras necessidades de dezembro. E, com isso, lá se vai o 13º sem que a gente nem perceba.

Como utilizar o 13º salário

O dinheiro extra pode ser uma ótima pedida para quitar dívidas antigas ou se preparar para as contas que chegam no início do ano, como o material escolar das crianças ou o IPTU. Confira a seguir algumas dicas que podem ajudar a frear gastos por impulso e fazer o 13º salário render mais. 

1. Fazer uma lista de necessidades

Colocar todas as suas necessidades no papel é uma ótima forma de visualizar os possíveis gastos como um todo e definir as prioridades do momento, pensando no que precisa ser comprado agora e no que pode esperar um pouquinho. Na hora de fazer a lista, leve em conta todo o tipo de gastos: desde os presentes de Natal, como uma camiseta para o filho, até algumas dívidas antigas. Pode ser interessante, também, incluir algumas contas que vão chegar no início do ano, como material escolar ou IPTU, e necessidades da casa, como conserto de um eletrodoméstico. 

Se a lista ficar muito grande, não se assuste! A ideia não é resolver tudo agora, mas poder ir se organizando e ver o que é mais importante e o que consegue deixar para depois. Por exemplo, você pode, ao escrever, observar que o conserto do fogão é bastante urgente, enquanto um tênis novo pode vir daqui a alguns meses. Fazer escolhas não significa abrir mão de seus desejos, mas poder se organizar para atendê-los ao longo dos meses, sem se enrolar com o dinheiro. Vale entender melhor o seu jeito de fazer escolhas e ver algumas dicas para cada situação.

Melhor uso do 13º salário: mulher calcula despesas

2. Separando uma parte para gastar e outra para poupar

Uma vez que você listou as suas necessidades e estabeleceu algumas prioridades, é hora de definir quanto pode ser gasto em cada categoria. Isso é importante para que você consiga fazer caber os principais itens da sua lista no dinheiro disponível, sem estourar o orçamento. Por exemplo, comprar alguns presentes de Natal para a família pode estar entre as suas prioridades, mas esse é um campo em que é comum acabarmos gastando bastante. Estabelecer um limite de valor que pode ser usado para os presentes pode ajudar a segurar algumas compras excessivas.

Além disso, tenha em mente que, se possível, é bom guardar uma parte do dinheiro para usar no futuro. Afinal, há algumas contas que serão certeza no início do ano: caso você tenha filhos, as necessidades escolares são sempre um fator de peso nas finanças. E, mesmo que você não tenha gastos previstos a curto ou médio prazo, é interessante ir montando uma reserva de emergência ou ir se preparando para a aposentadoria. Quanto mais cedo começar a juntar dinheiro, mais tranquilo poderá ser o seu futuro. Confira aqui algumas dicas para poupar a longo prazo.

3. Priorizar o pagamento de dívidas

Para começar bem o próximo ano, nada melhor do que enxugar alguns gastos que podem “corroer” a renda no futuro, como juros sobre parcelas atrasadas. Você não precisa usar todo o seu 13º salário para quitar as suas dívidas, mas, quanto menos endividado estiver, mais o seu dinheiro poderá render no futuro. Afinal, compras feitas no passado e não pagas vão acumulando juros, e o valor total devido vai ficando cada vez maior. Para organizar suas finanças e não se preocupar mais com débitos atrasados, veja aqui algumas dicas que podem te ajudar a sair das dívidas.

4. Conversar com a sua família

Um planejamento financeiro feito em parceria é sempre mais tranquilo, pois é possível ter uma noção melhor dos gastos coletivos e pensar em conjunto nas possibilidades e desafios das finanças da família. Assim, converse com as pessoas que moram com você quando for definir suas prioridades e pensar quanto e com o que irá gastar no momento. 

Caso outros moradores também tenham renda, é importante pensar em divisões para os gastos coletivos, como uma cortina nova para a sala, roupa para as crianças ou compras para a ceia de Natal. 

Por outro lado, se você for a única fonte de renda da família, pode ser válido conversar sobre consumo consciente, apontando os limites financeiros do momento ou algumas possibilidades. Por exemplo, você pode explicar para seus familiares que os presentes de Natal terão que ser um pouco menos caros esse ano, ou pensar em conjunto em uma viagem que caiba no orçamento, como ir para a praia no verão. 

Assim, todos contribuem da forma como for possível para o equilíbrio financeiro da casa!

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