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Por dentro do cheque especial

O cheque especial pode ser uma mão na roda naquelas situações emergenciais em que você fica frente a frente com uma despesa de última hora que não pode adiar. Mas como as taxas de juros são altas, é preciso conhecer e saber usar essa linha de crédito para evitar o descontrole e o risco de inadimplência ou superendividamento. Confira as características do produto e as dicas para fugir das confusões mais comuns com o cheque especial.


O que é – O cheque especial é uma linha rotativa de crédito pré-aprovada que fica disponível em sua conta corrente para ser usada quando você precisar. O limite é definido de acordo com sua renda e com o relacionamento mantido com seu banco. Você acessa por meio dos recursos que usa normalmente para movimentar sua conta, como cartão de débito, saque ou cheque.

Como funciona – Sempre que sua conta corrente ficar sem saldo, você passa automaticamente a usar o cheque especial. Quando isso acontece, você paga o valor utilizado acrescido de juros e encargos que são mais elevados que outras linhas de crédito existentes no mercado.

Quando é bom usar – O cheque especial deve ser usado apenas em situações emergenciais e quando você sabe que poderá cobrir o valor rapidamente. Alguns bancos oferecem alguns dias sem juros no cheque especial. Se você tem essa opção, coloque um alerta na agenda ou celular para lembrá-lo de cobrir o saldo antes que o prazo termine. Lembre-se: mesmo que você esteja dentro do período sem juros do seu banco, terá que pagar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 0,38% sobre o valor utilizado.

Como os juros são calculados – Ainda que as taxas e a cobrança de juros sejam mensais, o cálculo é feito diariamente. Um exemplo: se o seu banco cobra 14% ao mês no cheque especial, será aplicada uma taxa diária de 0,46% sobre o valor que você utilizou (saldo devedor). Além do seu banco, você também pode consultar a pesquisa mensal de taxas de juros bancárias do Procon ou a seção “taxas de juros de operações de crédito” no site do Banco Central.


Agora que você já conhece as regras básicas do cheque especial, confira as dicas para fazer com que esse produto bancário seja um aliado de sua organização financeira:

Não use o cheque especial como salário Muitas pessoas acabam incorporando o limite do cheque especial ao orçamento e passam a contar com ele para pagar as contas do mês. Com isso, têm parte de sua renda comprometida com o pagamento de juros. Para sair dessa situação, um bom começo é organizar seu orçamento familiar. O novo Jimbo pode ajudar você nessa tarefa. Clique aqui para fazer o download no celular.

Não confunda saldo e limite – Por falta de informação ou atenção, é comum as pessoas confundirem o saldo da conta corrente com o limite do cheque especial. O saldo é o dinheiro que você efetivamente possui no banco e o limite é uma linha de crédito, que você paga caro para usar. No extrato bancário, geralmente o seu saldo aparece logo abaixo das operações realizadas no período. Na linha seguinte está o limite do cheque especial e a última linha é a soma do seu saldo mais o limite do banco. Fique atento para não errar.

Converse com seu gerente para sair do cheque especial – Se você usa o cheque especial há vários meses, estude a possibilidade de contratar uma opção de crédito mais em conta, como o crédito pessoal ou o empréstimo consignado para zerar o valor devido. Assim, você reduz seus gastos com o pagamento de juros.



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