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Perguntar não ofende

Nas últimas semanas, lançamos em nossas páginas nas redes sociais a seguinte provocação: O que você precisa saber do seu banco e nunca conseguiu perguntar? Recebemos várias questões ligadas a taxas de juros, sistemas de pagamento, limite do cheque especial, entre outras.

Com base nas principais dúvidas de nossos leitores, listamos 10 perguntas que você pode fazer ao gerente do seu banco ou financeira para ficar bem informado antes de contratar um crédito ou fazer um investimento. Afinal, saber exatamente o que está contratando, por quanto tempo, quanto irá pagar ou obter de rendimento é o melhor jeito de tomar decisões conscientes e ficar com as finanças em dia.


Antes de tomar crédito, pergunte:


Qual é o limite de crédito adequado à minha renda?


Antes de pedir um aumento de limite do cheque especial ou cartão de crédito, procure analisar se o limite atual é adequado à sua realidade. Sua renda é suficiente para pagar integralmente o valor da fatura ou do débito em conta? Se seu limite atual for 30% maior do que o valor da sua renda líquida, em vez de aumento, peça uma redução. Essa medida irá ajudá-lo a evitar o descontrole financeiro.


Qual é o custo efetivo total?


Além da taxa de juros, procure conhecer e comparar os encargos, seguros e outras taxas embutidas no preço do empréstimo. Veja nessa matéria porque é tão importante buscar essa informação.


Quais são as alternativas de crédito mais econômicas?


Se você precisa de dinheiro para pagar dívidas ou realizar um sonho, evite ir direto às opções automáticas como cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal, pois são também as mais caras. Pergunte ao banco ou à financeira se há outras opções, como oferecer algum bem, dinheiro investido ou, no caso de assalariados, aposentados ou pensionistas, a própria remuneração como garantia para reduzir o valor da parcela ou aumentar o prazo de pagamento. Para saber mais, leia a matéria “Tudo o que você precisa saber sobre crédito”.


O que acontece se atrasar o pagamento?


Procure entender as multas, juros, encargos e penalidades aplicadas no empréstimo ou financiamento antes de contratá-lo. Lembre-se: ninguém contrata crédito com a intenção de atrasar, mas imprevistos acontecem, por isso, é melhor conhecer as consequências antes de tomar sua decisão.


Como podemos reduzir a taxa ou aumentar o prazo?


Se você já tem dívidas com algum banco ou financeira e não está conseguindo pagá-las pontualmente, procure descobrir se há outras opções de crédito que permitam substituir dívidas caras por outras mais baratas, reduzindo o valor da parcela ou aumentando o prazo de pagamento. Mas antes de fazer isso, lembre-se das perguntas anteriores e evite entrar em um ciclo vicioso de dívida sobre dívida.


Antes de investir, pergunte:


Qual é a rentabilidade desse produto se for descontada a inflação do período?


Existem diferentes opções de investimento nas “prateleiras” dos bancos, mas você só terá rendimento real se escolher um produto com ganhos acima da inflação. Caso contrário, você perderá poder de compra na hora de resgatar seu dinheiro. Por exemplo, quem investiu na caderneta de poupança em 2015 obteve uma rentabilidade de 8,07%, enquanto a inflação, medida pelo IPCA, foi de 10,67%. Teria sido mais vantajoso aplicar em outros tipos de investimentos, mais rentáveis. Para saber o índice de inflação atual, acesse o site do IBGE.


Quais são as taxas e encargos desse produto?


Imposto de renda, IOF, taxas de administração, corretagem e outros encargos podem anular os ganhos de certos investimentos, especialmente quando o valor aplicado for pequeno. Pergunte ao gerente ou consultor de investimentos sobre esses custos antes de escolher onde irá aplicar o dinheiro.


Qual é a penalidade se eu retirar o dinheiro antes do vencimento?


Produtos como CDB, LCI e certas opções do Tesouro Direto são ideais para investir em planos com data certa para acontecer, como por exemplo, reformar o imóvel daqui a dois anos ou fazer uma viagem daqui a três anos. Por isso, eles já vêm com prazo determinado para manter o dinheiro investido. Se você precisar do dinheiro antes, pode ter que pagar impostos mais altos ou perder rendimento. Verifique com o banco quais são essas penalidades antes de optar pelo produto.


O que acontece com esse investimento se a taxa Selic subir ou diminuir?


A Selic é a taxa básica de juros da economia e alguns produtos de investimentos são atrelados a ela, portanto, seu rendimento irá depender da oscilação desse índice. É importante avaliar essa relação antes de decidir qual produto adquirir.


Quais são os riscos desse investimento?


Essa questão é crucial para sua decisão, pois rentabilidade e risco andam juntos. Quanto maior o risco, maior a probabilidade de rendimento, mas é preciso cautela antes de aplicar seu dinheiro em investimentos que tragam riscos para seu patrimônio. Na dúvida, pergunte!



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