Uma Iniciativa Febraban

Condomínio em dia

Ao comprar ou alugar um apartamento, você assume uma despesa mensal fixa para custear a manutenção das áreas e serviços comuns do edifício. A taxa de condomínio nada mais é do que a soma de todos os gastos do prédio dividida pelo número de imóveis existentes ali. Mas quando recebe o boleto do condomínio você sabe exatamente o que está pagando?

Segundo Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o dinheiro dos condomínios costuma ser usado da seguinte maneira:

- 50%, aproximadamente, para o pagamento de salários e encargos dos funcionários.

- 15%, em média, para a conta de água.

- 10 a 12% para a conta de energia elétrica.

- 10 a 15% para a conservação das instalações e elevadores, seguros, reparos, material de limpeza e outros.

- 10 a 15% para o fundo de reserva (gastos emergenciais).


Agora que você conhece os itens que mais pesam no bolso de proprietários e locatários de imóveis, que tal ajudar seu condomínio a fazer uma boa gestão dos recursos e a reduzir custos? Afinal, o condomínio é um bem comum, que deve ser zelado por todos. Pensando nisso, preparamos algumas orientações e dicas que podem ajudar você e seus vizinhos a ficarem com o bolso em dia. Confira!


Não à inadimplência

O pagamento do condomínio é essencial para a boa conservação e manutenção da segurança. Por isso, é fundamental que ele seja mantido sempre em dia. Caso ocorra algum imprevisto e, em um determinado mês, você ou algum vizinho deixe de pagar, a sugestão do executivo do Secovi é não deixar a dívida acumular.

“É importante negociar um parcelamento ou outra forma de pagamento logo no primeiro mês”, orienta. Lembrando que, desde março de 2016, o boleto do condomínio pode ser protestado. Além disso, o imóvel pode ser colocado em leilão rapidamente para quitar cotas atrasadas.



Corte de até 30% na conta de água

Como vimos, a água tem um peso expressivo na conta do condomínio. A medida de maior impacto na redução desse gasto, de acordo com Hubert Gebara, é a instalação de hidrômetros individualizados para cada apartamento. “O consumo de água costuma cair entre 25 e 30% após a separação da leitura e da conta de água”, diz ele.

Outras medidas que podem ajudar: instalar reguladores e redutores de vazão nos apartamentos e áreas comuns, controlar e corrigir vazamentos e instalar sistemas de coleta e aproveitamento da água de chuva na limpeza e rega de jardins. O Secovi possui um manual que orienta sobre como implementar, passo a passo, essas medidas. Clique aqui para acessar. Basta inserir seu nome e e-mail para receber o link e fazer o download.



Menos gastos com energia

A instalação de sensores de presença, de maneira que as lâmpadas fiquem acessas apenas quando há pessoas nos corredores de elevadores, garagens e áreas de circulação, ajudam a fazer uma boa economia. Ela pode ser ainda maior se as lâmpadas forem trocadas por outras que consomem menos energia, como as fluorescentes.

O uso de sistemas de energia solar fotovoltaica também é uma alternativa cada vez mais viável para diminuir os gastos com eletricidade. Hoje, há no mercado opções para financiar sua aquisição, com prazo de pagamento estendido. Dependendo do tamanho da instalação, o sistema pode gerar energia tanto para as áreas comuns quanto para os apartamentos. É necessário, contudo, que o prédio tenha espaço disponível para instalar as placas solares.



Investir na hora certa


Antes de realizar qualquer benfeitoria, como a reforma ou instalação de parquinho, quadra ou academia, é preciso fazer o orçamento do condomínio. Ao organizar as entradas e saídas mensais de dinheiro é possível identificar onde pode haver economia. E aí sim, juntar o dinheiro suficiente para realizar a obra.




Controlar horas extras

O vice-presidente do Secovi diz que dimensionar corretamente a necessidade de funcionários para o condomínio é o melhor jeito de evitar o pagamento de horas extras, que pode ser significativo.

Alguns prédios têm optado por adotar o porteiro eletrônico, um sistema em que o próprio condômino identifica e autoriza a entrada de pessoas. E, com isso, reduzir o número de funcionários para manter a portaria 24 horas. “Mas ele só por ser utilizado em edifícios com poucos apartamentos e, de todo modo, não há como abrir mão do zelador e do faxineiro”, explica.



Participe e estimule seus vizinhos a participar


Desde os jovens aos moradores mais experientes, a sugestão é que todos participem da gestão do condomínio, trazendo alternativas inteligentes e ideias simples que podem fazer a diferença no dia a dia e no bolso de todos no final do mês!





Dica: A economia deve ser sempre um objetivo, mas ela não pode prejudicar o conforto nem a segurança no condomínio!


Matérias Relacionadas

Consumo consciente: bom para a natureza e o bolso

Da torneira para o bolso - Elimine o desperdício de água