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Alô? Você sabe quanto paga por uma ligação?

Saiba como se comunicar mais gastando menos com telefone


Foi-se o tempo em que era preciso ter uma linha de telefone fixo em casa para agendar compromissos, conversar com amigos e parentes ou contratar serviços. A famosa lista telefônica, que já foi tão usada, virou item de museu e os brasileiros entraram de vez na era da comunicação móvel e digital.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o celular está presente em mais de 90% dos lares do país e, hoje, é o único tipo de telefone existente em mais de 56% das residências. O celular é, também, o principal meio de acesso à internet no Brasil.

O crescimento no número de usuários levou à expansão dos serviços de comunicação, com uma série de aplicativos que possibilitam falar à vontade gastando pouco ou nada. Na guerra por sua preferência, as empresas de telefonia, por sua vez, oferecem inúmeras opções de combos, planos, ofertas e pacotes. Mas os preços ainda pesam no bolso do consumidor, por isso, é preciso ir atrás de alternativas. Veja as opções que pesquisamos para ajudar você a se comunicar mais com economia.

Fale de graça com os apps

Quem tem familiaridade com tecnologia e vive em regiões com alta disponibilidade de redes Wi-Fi pode fazer chamadas de voz e vídeo até de graça. Basta ter acesso à internet no computador ou smartphone e se conectar a alguns aplicativos.

O Skype, por exemplo, permite chamadas de voz e vídeo de um computador ou smartphone a outro sem custo. É possível incluir mais de duas pessoas em uma chamada em grupo, muito útil para reuniões profissionais ou familiares. A ferramenta também permite fazer ligações para qualquer telefone, fixo ou móvel, para qualquer lugar do mundo. Para isso, basta comprar créditos que você pode usar quando quiser, sem a necessidade de pagar um plano periódico. Outras ferramentas gratuitas de conversas virtuais em grupo são o Viber, o Hangouts e o Facetime, da Apple.

O Whattsapp, o Facebook Messenger e o Telegram têm basicamente as mesmas funções, ou seja, a troca de mensagens instantâneas de texto ou voz, além de fotos, vídeos, áudios e arquivos entre duas ou mais pessoas. O uso dos aplicativos é gratuito, você só paga o valor referente ao pacote de dados quando estiver fora de alcance de uma rede Wi-Fi à qual tenha acesso. Para utilizar, basta baixar um dos aplicativos e fazer um cadastro.

Para usar essas facilidades, é preciso adquirir um plano de dados para seu smartphone ou para sua casa. A diferença de preços entre os planos pode chegar a até 600%. Por isso, vale a dica: pesquisar, negociar e escolher a opção que atenda melhor às suas necessidades, para manter o papo e o bolso em dia.

Telefonia móvel: pré ou pós-pago?

De modo geral, os planos pré-pagos são mais indicados para quem faz uso mais eventual do celular e opta por acessar a internet principalmente de redes de Wi-Fi disponíveis nos locais que costuma frequentar. Se o uso for mais frequente, o plano pré-pago é consumido rapidamente e logo será necessário recarregar com créditos.

Quem usa o celular como ferramenta de trabalho, acessa a internet com frequência, faz muitos serviços externos e precisa enviar ou receber e-mails constantemente, logo percebe que o pré-pago não atende, pois acaba ficando caro fazer recargas constantes. Nesses casos, o mais indicado pode ser um plano pós-pago adequado ao consumo. Avalie a quantidade de minutos e de dados que utiliza por mês e busque uma operadora que ofereça um pacote que se ajusta ao que você precisa.

Se você já tem um plano pós-pago, vale a pena avaliar o que ele oferece em troca do valor que você paga todo mês. Se você acaba entrando em gastos extras, que extrapolam o contratado, a dica é estudar outros pacotes e, se for o caso, outras operadoras. No caso de planos antigos, a troca pode resultar em um acréscimo significativo de minutos e dados, eliminando as despesas com ligações e tempo de internet adicionais.

Veja o que você precisa comparar para decidir o seu plano:












Liberdade controlada

Vale a pena comparar também os planos controle das operadoras, uma modalidade criada para garantir alguns dos benefícios do plano pós-pago, porém com o controle de consumo propiciado pelo pré-pago. Nesses planos, o pacote de ligações e dados é limitado e, quando ele termina, o celular só pode ser utilizado se o titular efetuar uma recarga de crédito adicional. É uma opção inteligente para quem é mais impulsivo, ou para presentear crianças e adolescentes, sem perder a linha na hora de pagar a conta. Há sites especializados dedicados à comparação de preços de telefonia móvel. O Já Comparou? é um deles.

Telefonia fixa: em extinção, mas ainda custa caro

Mesmo sem uso, muitas pessoas ainda mantêm a linha fixa, na maioria dos casos, porque fazem parte dos pacotes combinados de TV por assinatura e internet de algumas operadoras. Além disso, muitas empresas exigem que o consumidor indique pelo menos um telefone fixo em seu cadastro e certas centrais de atendimento 0800 não estão habilitadas a receber ligações de celular.

Se você planeja manter um telefone fixo em sua residência ou estabelecimento comercial, vale a pena pesquisar preços. Em São Paulo, por exemplo, eles podem variar de R$ 24,90 a R$ 105,90 por mês (dados de fevereiro de 2017), ou seja, uma diferença de 425%. Alguns sites, como o Melhor Escolha, permitem comparar os planos e preços oferecidos pelas operadoras de telefonia fixa de qualquer região. Se o valor pago está alto, negocie um plano mais em conta com sua operadora atual ou, caso não consiga uma proposta melhor, estude outras opções existentes no mercado. Muitas operadoras oferecem, inclusive, planos especiais para a migração.



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