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Inflação alta, como lidar?

“Nossa, meu dinheiro não dá pra mais nada”. Já faz um tempo que com o mesmo valor não conseguimos fazer o que costumávamos. Por exemplo, se antes você ia ao mercado com R$100 e conseguia comprar todos os itens da sua listinha, hoje é preciso mais dinheiro para adquirir exatamente as mesmas coisas.

E esse aumento de preços não para apenas nos produtos, sentimos o bolso dar uma apertada na hora de comprar todo tipo de serviço, de escolas ao salão de beleza.

De acordo com levantamento do Banco Central do Brasil (BC) a alta dos preços será maior que 10%. Então, já que a inflação não dá trégua, é importante a gente prestar ainda mais atenção no orçamento para não apertar o bolso, principalmente nesse momento de crise.

Mas o que é essa tal inflação?
É o aumento no nível dos preços. Ou seja, é o crescimento de todos os valores de produtos e serviços comercializados em uma economia. Assim ela atinge vários setores e todos ao mesmo tempo.

Há alguns tipos de inflação:
- de demanda: é quando aumenta a procura de um determinado bem, sem que tenha oferta suficiente para atender. Por exemplo, em um inverno atípico as temperaturas ficam mais elevadas do que o esperado, isso faz com que aumente a venda de ventiladores, mas as empresas não contavam com essa alta na demanda e não se prepararam. Para reequilibrar oferta e demanda o preço desse produto aumenta.

- de custos: é aquela onde a matéria-prima para produzir tal bem aumenta. Por exemplo, a peça para produção de um carro fica mais cara, esse custo a mais fará com o que o valor final do veículo suba.

- inercial: alguns chamam de inflação psicológica, pois não há mudanças na procura e oferta, mas as pessoas acreditam que o aumento dos preços continuará.

- estrutural: acontece pela falta de infraestrutura envolvida no processo de produção, por exemplo, é comum aumento no valor da passagem de transporte coletivo em casos onde a estrada precisa de muitos reparos.

Entenda como ela é medida
Ela possui alguns índices, calculados por diferentes instituições, que medem quanto os preços variaram na média, em um determinado período (na semana, no mês, no ano). Costumamos dizer que eles são baseados no comportamento de uma “cesta de produtos”. Colocando em prática, com base em pesquisas, essas instituições determinam o pacote de mercadorias e serviços que se assemelham ao que é consumido normalmente pelas famílias no mês.

A média da variação desses preços representa a inflação. O índice oficial do Brasil é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ele é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e reflete o custo de vida das famílias de até 40 salários mínimos, esse é o índice usado como referência para o cumprimento da meta de inflação no Brasil.

Você sabia?
A meta da inflação é determinada pelo Governo, que dispõe de alguns instrumentos para controlar sua alta ao longo do ano.

De olho no seu bolso
Cada pessoa (ou família) sente a mudança nos preços de maneira diferente, e essa é a inflação pessoal, que é o quanto esses aumentos refletem diretamente no nosso orçamento. Ou seja, cada pessoa ou família tem a sua inflação pessoal em função de sua renda e de seu padrão de consumo. 

Por exemplo: se você tem carro seu bolso vai sentir o aumento da gasolina na primeira vez que for ao posto. E mesmo as pessoas que não têm carro são afetadas indiretamente pelos aumentos de combustíveis: o frete de mercadorias fica mais caro e esse aumento acaba sendo repassado ao consumidor. Já se você é o responsável por fazer as compras do mês, vai perceber a diferença nos preços dos alimentos. E por aí vai.

A dica para entender como a alta dos preços impacta seu bolso é anotar todos os custos. Ao comparar e detalhar todos os gastos com os meses anteriores, você saberá exatamente o que aumentou, o que abaixou, e qual produto ou serviço você pode deixar de lado ou substituir por um mais em conta.


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